Costumes campeiros são raízes do gaúcho
Segundo a historiadora Gracita Gruber Marcondes, a expressão gaúcho de Guarapuava, que comumente é utilizada pelas pessoas que se referem ao nascidos em Guarapuava, ao contrário de que muita gente pensa, não surgiu por causa da grande influência dos migrantes riograndenses na região. O guarapuavano era chamado de gaúcho antes mesmo dos riograndenses, que hoje são chamados de gaúchos, conta.
A professora e pesquisadora explica: por habitar o campo e se dedicar às atividades de fazendeiro criador de gado e tropeiro, e viver em contato com a natureza e na lida do campo, o guarapuavano foi chamado de gaúcho. O termo, que vem do árabe chaouch, significa tropeiro. Na Espanha, o tropeiro era chamado de chaúcho e na Argentina e Uruguai, no espanhol-platino, o tropeiro foi chamado de gáucho e depois gaúcho.
O riograndense inicialmente era chamado de gaudério (índio aculturado), depois foi apelidado de guasco ou guaxo. Mais tarde, foi denominado de gáucho e gaúcho, como os habitantes dos pampas platinos.
Mate quenteA professora Gracita também explica que o chimarrão, parceiro inseparável da maioria dos guarapuavanos, foi introduzido na cultura deste povo pelos índios que faziam uso do tererê ou mate frio. Diferente do costume de hoje, os índios só tomavam mate quente nos dias frios.
O costume de espetar a carne sem tempero e assar no braseiro, também foi herdado dos índios. Tradicionalmente eles assavam no espeto ou grelha (móquem), a carne da caça, da pesca e das aves. (E.M.)





