Apesar da febre das lan houses já ter diminuído, como dizem alguns dos gerentes dessas empresas, ainda são os jogos que atraem maior número de pessoas para esse tipo de loja. Segundo alguns deles, diversificar com disponibilização de Internet e programas usados por estudantes para fazer trabalhos são as alternativas encontradas para conquistar outro tipo de clientela.
Segundo um dos sócios de uma lan house, Nivaldo Kumakura, cerca de 50 pessoas, número que corresponde a 70% do movimento, vão até a loja em busca dos jogos. Segundo ele, o movimento é maior no finais de semana e nos corujões (noites em que o preço é mais baixo e a pessoa compra o pacote para jogar das 23 horas até as 9 horas). Kumakura lembra que em 2003 o movimento na loja foi maior.
Erik Obara, gerente de outra lan house, acredita que o número de lojas aumentou nos últimos anos fato que ocasionou a diminuição do número de clientes. A loja que gerencia tem mais de três anos, ele avalia que o movimento começou a diminuir há cerca de um ano e meio. Obara explica, entretanto, que possui uma clientela fiel, de 70 a 100 pessoas passariam pela loja a cada dia.
Para o dono de outra lan house, Rodrigo Birelo, ''realmente a febre das lans baixou um pouco. Isso aconteceu talvez porque não surgiu nenhum outro jogo que agradou como o 'conter strike' e jogar a mesma coisa sempre cansa.''
Birelo afirma que pede aos menores de 16 anos a autorização dos pais para poderem entrar e jogar no local. Obara menciona que a loja solicita a permissão para deixar os menores de 16 anos participarem dos corujões. Já Kumakura diz que a lan dele manda uma carta padronizada para os pais dos adolescentes que chegam interessados em jogar. '' O pai coloca o RG e assina autorizando o filho jogar. Mas nós não temos autoridade para proibir um cliente de jogar,'' comenta Kumakura. (J.W.)

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