Os cortes feitos pela atual administração de Campo Mourão foram desde o fechamento de um banheiro público numa praça central, até à diminuição em 20% da verba de representação do prefeito e das gratificações dos ocupantes de cargos em comissão. Tudo para compensar a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Somente com despesas de custeio foram cortados R$ 53,5 mil mensais. A demissão de estagiários e contratados rendeu outros R$ 24,5 mil e o corte de horas-extras mais R$ 16,7 mil.
A prefeitura também conseguiu economizar R$ 10,1 mil com a redução do fornecimento de vale-transporte e R$ 7,3 mil com o corte de diversos contratos e convênios. Além disso, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos foi anexada à Companhia de Desenvolvimento, Urbanização e Saneamento (Codusa) e diversos cargos em comissão ficaram sem preenchimento. Também houve economia com a nomeação de servidores de carreira para cargos comissionados. ‘‘Os cortes são nas despesas da administração pública e não no atendimento à comunidade’’, explica Tezelli.
O prefeito garante que os programas atualmente existentes serão mantidos. ‘‘Mas será difícil ampliá-los’’, admite. ‘‘Ampliamos demais os nossos serviços’’, ressalta. O que era para ser motivo apenas de orgulho, acabou virando um problema. Um exemplo está nas consultas realizadas pelos postos de saúde. O número é considerado alto demais e só explicado pela presença de pacientes de outras cidades da região. Os investimentos na educação também provocaram custos. Só o Caic obrigou a contratação de 60 funcionários este ano. (S.S.)

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