Marcelo AlmeidaEspecializado em cortes radicais, Richard Lee garante que ‘‘depois das cabeças raspadas será a vez do estilo joãozinho’’Fazer a cabeça dos carecas é a rotina diária da equipe do Salão Anelson, localizado há 13 anos no Shopping Itália. ‘‘Na verdade, atuamos em Curitiba há 25 anos e sempre tivemos a tradição de cortes radicais’’, conta o proprietário Richard Lee. Ele informa que, atualmente, no mínimo dez novos carecas surgem todos os meses em seu salão.

Albari RosaO meio-de-campo do Atlético, Paulo Miranda, admite que se inspirou nos jogadores do basquete americano‘‘Eles chegam aqui e pedem o corte Ronaldinho ou Romário’’, diz. Segundo Lee, há um ano e meio começou a haver uma grande procura pelas carecas radicais. ‘‘Acredito que o pessoal tenha sido motivado pelos jogadores de basquete americano’’. ‘‘Depois que a Seleção de futebol aderiu a moda nossa procura aumentou ainda mais’’, explica.

‘‘As pessoas me olham diferente e muitas vezes não me levam à sério’’, reclama o engenheiro Daniel Pioli Torres‘‘Hoje recebemos grupos específicos, como os lutadores de artes marciais ou outros esportistas, mas também muitos empresários, que estão cada vez mais aderindo à nova onda’’, conta.
Ele mesmo já foi um careca radical, há cerca de um ano. ‘‘Agora todo mundo usa, não tem mais graça’’, diz Lee. ‘‘Nós aqui do salão funcionamos como uma vitrine viva, por isso temos que exibir sempre a próxima tendência, o que está por vir’’. Ele conta que até alguns meses atrás todos os funcionários estavam carecas. ‘‘Hoje nós usamos o cabelo ‘joãozinho’ - curto e arrumadinho -, que certamente será a próxima moda’’, garante.

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