Corrida para toda família
Uma impressão que costuma permear maratonas e outras provas de atletismo é a de que o corredor está sozinho. Diferente de outros esportes, onde ele participa de um time ou tem atrás de si uma vasta equipe acompanhando seu desempenho, na maioria das vezes o atleta desse tipo de competição conta apenas consigo mesmo.
Mas essa é apenas uma meia verdade. Para muitos dos competidores "informais" que participaram de alguma das três provas (maratona, corrida ou caminhada) da 12ª Maratona de Curitiba no último domingo, correr é um programa familiar. Que o diga a atriz Kassandra Speltri, 31 anos, que levou para assistir a prova o marido, o filho de seis anos, a irmã e a mãe (que veio especialmente do Litoral para essa ocasião). Segundo ela, a presença deles é constante nas suas participações. "Eles sempre estão superenvolvidos", conta ela.
Para quem tem disposição, existem provas para a família inteira. Enquanto o professor Luiz Fernando Nunes, 44 anos, participava da corrida de 10 quilômetros, sua esposa, a veterinária Simone Nunes, 43, fazia a caminhada de 5 quilômetros. No meio do percurso juntou-se a ela a filha Juliana de 7 anos.
Segundo Luiz, é comum o casal participar de provas juntos. "Só não dá pra treinar junto, porque alguém tem que ficar de olho na menina", diz referindo-se à pequena Juliana, que já tem até troféu de provas de atletismo infantis. "Às vezes vamos nós três no parque, enquanto um corre o outro cuida dela", afirma Simone.
Quando não dá pra participar da mesma prova, vale o apoio moral. Foi o que recebeu o analista de sistemas Hideson da Silva. Enquanto disputava a corrida de 10 quilômetros, sua esposa Luciana da Silva acompanhava-o de bicicleta. Acostumados a realizar provas juntos, este ano eles tiveram que interromper essa rotina porque ela ficou grávida. "A última corrida eu disputei em maio com seis meses de gravidez", conta Luciana.
Outro competidor que é sempre acompanhado pela família é Antônio Edson. Há quatro anos ele participa da Maratona de Curitiba e em breve pretende participar de uma São Silvestre. O segredo para seu bom desempenho, segundo ele, está na cabeça. Trata-se de um boné cor-de-rosa da sua filha que ele garante que lhe confere sorte nas provas. "É o meu troféu", derrete-se o paizão. (A.A.)





