São Paulo - Todo mundo reclama que não tem tempo para nada e que o dia passa voando. Mas uma pesquisa feita pela empresa de consultoria Tríade do Tempo mostra que nem todas as 24 horas do brasileiro são ocupadas com o que há de mais importante ou urgente. O estudo ainda traz outra revelação desconfortável: no quesito horas e horas gastas com bobagens, os homens vencem as mulheres.
Os resultados da pesquisa saíram das respostas de 4.278 internautas ao teste que a Tríade disponibiliza em seu site, coletadas em 2005. Do total de participantes, 44% eram mulheres (com idade média de 31 anos) e 56%, homens (idade média de 34 anos).
Segundo a enquete, os brasileiros disponibilizam apenas 30,44% do seu dia para coisas realmente importantes e outros 30,09% para tarefas desnecessárias e excessos (como Internet, festas, tevê e conversas fúteis). A maior parte do tempo - 39,47% - é dedicada a situações emergenciais, aquelas que aparecem sem aviso prévio e provocam um baita estresse.
No refino da pesquisa, a revelação: as mulheres utilizam o dia de forma bem mais produtiva do que os homens. Enquanto elas passam 26,82% do tempo fofocando, farreando ou na Internet, eles passam 33,36%. Além disso, para resolver os ''pepinos'' da esfera da urgência, a mulherada dedica 42,20% das suas horas, contra 36,73% dedicados pelos homens.
''O resultado derruba aquela máxima masculina de que mulher é mais fofoqueira e passa muito tempo no shopping e no telefone. As mulheres, em geral, têm um número maior de papéis, como os de mãe e profissional'', diz Christian Barbosa, consultor da Tríade e autor da pesquisa. ''O resultado pode ser consequência da importância que a mulher vem adquirindo na sociedade nas últimas décadas.''
Ainda de acordo com Barbosa, o ideal seriam 70% do dia dedicados às coisas importantes, 25% às emergenciais e apenas 5% às circunstanciais (ou fúteis). ''O desafio é manter a vida baseada no que é mais importante.''

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