Coro da Camerata apresenta Cores do Brasil na Dinamarca
O Coro da Camerata Antiqua de Curitiba, grupo musical da prefeitura, embarca nos próximos dias para a Dinamarca, onde se apresentará no 8º Simpósio Mundial de Música Coral, evento internacional que acontece de 19 a 26 de julho, em Copenhague. Cores do Brasil, apresentado recentemente no Teatro Paiol, será mostrado no encontro que reunirá 24 corais vindos dos países nórdicos, da América Latina, África e Ásia. O Coro da Camerata Antiqua de Curitiba representará o Brasil neste simpósio.
A escolha pelo concerto cênico Cores do Brasil ocorreu por sua temática, que faz um passeio pela música erudita brasileira através de representativas obras nacionais, desde o século 16 até hoje e mostra as influências de vertentes européia, negra e índia. A regência está a cargo de Helma Haller e a direção cênica é de Jacqueline Daher.
O espetáculo propicia um olhar abrangente sobre a música produzida no Brasil, na qual se misturam influências portuguesa, espanhola, francesa e italiana, bem como seu encontro com as melodias de cultura indígena e os ritmos da música africana. Esse caldo étnico compõe o programa, permeado também por fragmentos de textos de autores portugueses e brasileiros defendidos pelos cantores, que se revezam na parte musical e na declamação dos textos.
Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Pero Vaz de Caminha, Chico Buarque, Oswald de Andrade, Dorival Caymmi e Gonçalves Dias são alguns dos nomes selecionados. O escritor Marcelo Sandmann foi o responsável pela seleção e recriação dos textos para o espetáculo.
''Queremos compartilhar o que temos de melhor no Brasil. O espetáculo é todo arte, todo poético. Deixamos o óbvio do verde-amarelo e optamos pelo refinamento dos cenários e acessórios'', diz a maestrina Helma Haller por intermédio da assessoria.
Ela compara esta viagem ao mesmo feito dos atletas que irão participar da Olimpíada de Pequim. ''A minha expectativa é de que o público fique surpreso com a versatilidade, que é uma qualidade intrínseca do brasileiro'', acrescenta. Os cantores fazem as vezes de atores, trabalhando cenicamente aquilo que a música pede. Em determinados números, os artistas tocam percussão e pontuam também com o corpo.





