Coragem para tentar e tentar de novo
Ela se formou em fisioterapia, trabalhou durante um ano na área e chegou a cursar uma especialização. Foi o suficiente para Aline Yoshida ter certeza de que definitivamente não era aquilo que queria. A jovem, então, largou tudo para fazer cursinho e prestar vestibular para medicina.
Mas voltar às salas de cursinho, com um diploma acadêmico debaixo do braço, foi uma decisão bastante difícil, que exigiu dela muita coragem - advinda, em especial, do apoio que recebeu da família e dos amigos.
Na primeira tentativa, a estudante conseguiu passar apenas em uma faculdade particular. Seu pai incentivou-a a começar o curso, já que tinha algumas economias, mas ela optou por tentar novamente. Ter de passar mais um ano fazendo cursinho, porém, foi uma frustração grande.
Mas ela não se deixou abater. Foi a Curitiba fazer cursinho, distanciando-se da família, dos amigos e até do namorado. Estudava cerca de dez horas por dia, e não largava as apostilas, nem nos finais de semana, convicta de que tinha que passar de qualquer jeito. ''Logo nas primeiras semanas, um professor disse que quem estuda nem sempre é aprovado, porque depende também de outros fatores. Mas quem não estuda, não passa. Por isso, ele disse para esquecermos as frustrações, as tristezas e a saudade para dedicar nossa atenção unicamente aos estudos'', conta. A frase tocou fundo na estudante.
A recompensa veio no vestibular seguinte: ela conseguiu ser aprovada na UEL. ''Foi o meu momento mais feliz até hoje, realmente uma conquista'', lembra. Hoje, aos 26 anos, Aline está no segundo ano da segunda faculdade, mas, agora, faz o que gosta. (A.I.)





