Do Acre, o paciente coloca um aparelho na altura do coração, grava as batidas e envia a mensagem através de uma linha telefônica. Quilômetros distante, via satélite, em Londrina, a central decodifica o sinal, transforma em um eletrocardiograma e, em questão de minutos, envia o exame ao celular GSM do médico. Pode parecer ficção, mas já é realidade para muita gente. É a telemedicina, um sistema de transmissão e armazenamento de dados que ultrapassa as fronteiras físicas.
Prova disso é que a Telcor tem clientes em quase todos os estados do País. ‘‘Trabalhamos com empresas interessadas em monitorar profissionais de risco, como motoristas, pilotos de avião e até executivos’’, afirma o cardiologista Antônio Nechar. Ele frisa que o monitoramento não substitui uma consulta especializada mas serve, principalmente, para detectar problemas em gente que nem tem sintomas. ‘‘Nesse caso, encaminhamos para tratamento; em cardiologia prevenir é salvar’’, explica. Outro alvo da tecnologia são os pacientes crônicos, que precisam de monitoramento constante.
Além do monitorar o coração, a central armazena um banco de de dados com exames de diversos hospitais. O arquivo pode ser acessado via internet e celular pelos usuários cadastrados.
Muito usado na Europa, esse tipo de serviço é pioneiro. Existem apenas duas centrais em todo País. A Telcor tem o diferencial de ser a detentora de toda tecnologia utilizada. Do cardiosensor – o aparelho que mede o coração a distância – ao software da central, tudo foi produzido na cidade.

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