Dentro de casa, o consumidor também abre a guarda para telefones coloridos (quem não se lembra do telefone vermelho do Comissário Gordon, no seriado ‘Batman’?) e celulares com estampa de oncinha como o da Nokia ou em tons quentes como os da Gradiente. A SofHar, empresa especializada em celulares, vendeu vários modelos coloridos no final do ano passado. ‘‘As pessoas viam na vitrine e compravam para ser diferentes’’, afirma uma vendedora.
Gostar de determinada cor também é forte razão para compra. A esteticista Wanda Gluszczynski, que assina as sobrancelhas de boa parte da população feminina da cidade, é fanática, desde a infância, por tons de roxo e lilás. Seu local de trabalho é todo dessa cor - penteadeira, escovas, almofadas, tudo. Até seu cartão de visitas é lilás. ‘‘Acho que tem uma energia muito positiva’’, defende. Por conta disso, todas as suas clientes, quando lhe dão presentes, pensam em algo dessa cor. Em compensação, ela detesta preto, bege e marrom.
Uns querem se destacar da multidão, outros querem apenas fugir do lugar-comum. O que move as pessoas em direção à cor é não só a moda, mas também a vontade de experimentar, diante de tantas novidades. Por que não escolher, por exemplo, uma bola de vôlei colorida, abandonando o tradicional branco, que ainda impera como cor exclusiva nas quadras oficiais? Para o lazer, especialmente na praia, vale misturar roxo com laranja, rosa com verde ou amarelo com azul. Na Fedato, a variedade de combinações é grande para as bolas emborrachadas sintéticas, mas mesmo a marca Dall’Ponte, de couro, vem em uma composição de vermelho, azul, laranja e branco. Em outra loja de artigos esportivos, a Janjão, a bola Penalty, de couro, é a única opção colorida, com amarelo, azul e branco.

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