Cooperados também precisam mudar
A modernização impõe também a mudança no comportamento dos cooperados, obrigando-os a maior comprometimento com sua sociedade. Isto significa que o cooperado deverá aportar capital para entregar um determinado volume de produto na cooperativa. Esse comprometimento entre o capital e a entrega da produção trará estabilidade à cooperativa e vai permitir que ela execute todas as atividades com maior segurança, em benefício ao cooperado, explica o presidente da Ocepar.
Outro fator de mudança apontado por Koslovski será a intensificação das integrações e parcerias, o que vai proporcionar melhores resultados para os seus cooperados. Isso vai permitir a elevação do volume de produção e das transações comerciais, que vão melhorar a rentabilidade ao setor, destaca.
A profissionalização da gestão da administração é outro fator que deverá ser introduzido na reestruturação das sociedades cooperativas. Esse novo conceito deverá forçar uma participação maior do cooperado no direcionamento das ações da cooperativa, conforme seus interesses, enquanto os profissionais administrativos deverão executar e operacionalizar essas ações estabelecidas pela vontade do quadro social.
No Paraná, desde 1990 as cooperativas vêm adotando uma série de medidas sobre melhoria de gestão. Há três anos foi implantado o Projeto Paraná Cooperativo 2000, que tem como principal objetivo a elaboração de um planejamento estratégico sobre as melhorias que devem ser feitas, a partir da profissionalização da empresa. Um ponto importante nesse processo de mudanças, apontado por Koslovski, é a necessidade de profissionalização do cooperado.
Segundo o presidente da Ocepar, para conseguir o aumento da produção, com adoção de novas tecnologias, e competir em igualdade de condições com produtores de outros países, o cooperado precisa ser mais profissional. E profissiionalização não se consegue sem acompanhar detalhadamente todas as atividades da propriedade.
Para auxiliar nesse processo, a Ocepar lançou o SAP (Sistema de Acompanhamento da Propriedade) que permite mostrar os setores que estão dando melhores resultados e o que o sistema poderia melhorar, elevando a produtividade. Outra face desse planejamento, segundo a Ocepar, é a comercialização, em que o produtor deve ter a visão do mercado.
CompetitividadePara levar seus produtos a um número maior de pessoas, as cooperativas estão se organizando individualmente ou através de parcerias e integrações, visando com isso a melhorar seus servicos, diz Koslovski. A partir dessa reestruturação, as cooperativas estão mais competitivas em algumas áreas como o processamento da soja, frangos e suínos. Estamos vendo grandes possibilidades de investimentos nas transformações de grãos em proteínas e no aperfeiçoamento ainda maior dos setores de carnes, de aves e suínos, na economia agrícola, afirma.
Mas os grandes desafios estão reservados na área de fruticultura e de hortaliças, setor em que o Paraná projeta uma participação significativa. Koslovski acredita que as cooperativas terão que entrar nesse processo mais cedo ou mais tarde. Ele anuncia que está em fases de estudos um projeto de industrialização de frutas e hortaliças nas regiões de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.





