Coopavel caminha para completar seu grande projeto industrial
Edson MazzettoPara todosCentro Tecnológico Agropecuário (CTC) da Coopavel: conquista que se concretiza com os projetos de crescimento e desenvolvimento da unidade cooperativista em benefício de todosDa Redação
A Cooperativa Agropecuária Cascavel (Coopavel) completará no final do próximo ano seu grande projeto industrial do setor carne, que deflagrou no início da década e denominado Projeto dos Anos 90. A primeira fase foi completada em 94, com a operação de um frigorífico de aves, com capacidade de abate de 144 mil cabeças, e que já chegou a 130 mil, ou seja, 95% do possível. No próximo ano, entrarão em operação os frigoríficos de suínos, para abate de 1,5 mil cabeças ao dia, e de bovinos, para 200 cabeças, unidades que ocuparão área construída de 34,5 mil metros quadrados.
Edson MazzettoSem pararDilvo Grolli, presidente na Coopavel: esforço tem viabilizado a instalação de todo o complexo industrial iniciado em 94. Agora virão os abatedouros de suínos e de bovinosNas duas novas indústrias são investidos R$ 22 milhões, inteiramente com recursos próprios, assim como ocorreu com o frigorífico de frangos. Não utilizamos financiamento, apenas os resultados financeiros obtidos pela cooperativa e a capitalização feita pelos cooperados, observa o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, lembrando que o projeto foi amplamente discutido com os associados, o que resultou em apoio decisivo para sua execução. Segundo o presidente, há muitos anos fizemos a opção pela verticalização da economia da cooperativa, e os resultados estão aí.
Com frangos, a cooperativa obteve no ano passado faturamento de R$ 70 milhões, e a receita deve crescer ainda mais com a futura ampliação da capacidade de abate, que deve chegar a 250 mil cabeças ao dia. Neste frigorífico são gerados mil empregos diretos e mil indiretos. Com as novas unidades, de suínos e bovinos, será gerado o mesmo número de empregos e faturamento igual. Mas a cooperativa estima elevar seu faturamento, que deve ser de R$ 230 milhões em 98, para R$ 280 milhões em 2000. Apenas em tributos ao poder público, serão gerados cerca de R$ 20 milhões.
Edson MazzettoVerticalizaçãoSetor de industrialização de leite da Coopavel, que recebe até 40 mil litros do produto por dia: indústria de laticínios compõe estrutura de verticalização da economia da empresaDilvo Grolli observa que a transformação da proteína vegetal em proteína animal, através da ração que alimenta os rebanhos, e os investimentos que estão sendo feitos, têm reflexos diretos em toda a economia regional, também dinamizada através da capitalização dos produtores. Aves, suínos e bovinos que serão abatidos consumirão ração produzida pela própria Coopavel, absorvendo 1,1 milhão de sacas de soja e 4,3 milhões de sacas de milho que serão produzidas pelos cooperados. A fábrica de rações, com moderna tecnologia, teve sua capacidade aumentada de 4 mil toneladas em 93 para 12 mil toneladas.
A economia dos cooperados teve grande impulso com sua integração, para o fornecimento de aves. Em treze municípios, foram construídos 500 aviários, e com os frigoríficos de suínos e bovinos também ocorrerá a integração. Com isso, os cooperados aumentam receita direta, e igualmente faturam mais com o crescimento da atividade industrial de sua cooperativa. Tudo isso representa agregação de valores à matéria-prima, fixação do homem no campo, mais empregos na cidade, mais impostos para as ações do poder público e, ao final, maior desenvolvimento econômico e social na região.
A Coopavel também opera uma indústria de laticínios que recebe até 40 mil litros de leite ao dia, uma unidade de esmagamento de soja para 180 mil toneladas anuais, uma recicladora de sub-produtos vegetais (6 mil toneladas), uma descaroçadora de algodão (1 milhão de arrobas), uma indústria de fertilizantes (60 mil toneladas) e uma unidade de beneficiamento de sementes que produz anualmente 300 mil sacas de sementes de soja, trigo, feijão, aveia e triticale. A cooperativa também tem um laboratório de controle de qualidade, uma frota de 160 caminhões para o transporte de seus produtos, e mais cem carros para a assistência técnica aos cooperados.
Dos 3,7 mil associados da Coopavel, 81% são classificados como pequenos e 15% como médios. Além da assistência técnica que recebem diretamente em suas propriedades, eles contam em Cascavel com o Centro Tecnológico Agropecuário Coopavel (CTC), nas proximidades do parque industrial da cooperativa, à margem da BR-277, nos quais conhecem o resultado da pesquisa e experimentos com lavouras, pecuária e todas as etapas da cadeia produtiva. O CTC difunde tecnologias para todo o País, e anualmente sedia o Show Rural, que atrai produtores inclusive de outros países.





