Conversa precisa ser franca, afirma psicóloga
Não existe receita a seguir para tratar a questão da doação de órgãos em casa. Conversar sobre o assunto é a melhor forma de deixar claro o desejo de ser doador. É o que garantem especialistas da área.
''Na experiência que tenho, famílias que dialogam sobre o tema doam com mais tranquilidade. Também é perceptível o fato de não se aproveitar órgãos simplesmente porque o doador não manifestou interesse'', afirma a coordenadora intra-hospitalar de transplantes da Santa Casa de Londrina, Sandra B. Paulena.
O assunto não é mesmo dos mais fáceis, completa a psicóloga Jenima Prestes A. Vilches. ''A conversa é delicada e vai depender da estrutura familiar. Não há uma fórmula, mas a melhor maneira é ter consciência de que a morte faz parte do pacote da vida.''
A psicóloga lembra que muitas pessoas têm a falsa impressão de que conversar sobre o tema atrai. ''A abordagem é feita num momento muito doloroso, no qual é difícil se pensar no outro. Quando o assunto já foi tratado, fica mais tranquilo'', finaliza .(R.N.)





