Com uma filha que vive há 19 anos em Israel, Léo Kriger, de 66 anos, aguarda apreensivo a solução do conflito entre israelenses e palestinos. Cyrla, de 36 anos, mora com o marido israelense e dois filhos na cidade de Dimona, 35 quilômetros ao Sul de Beersheva, atingida recentemente por foguetes do Hamas.
"O foguete caiu sobre um jardim de infância. Sorte que não tinha aula. A apreensão existe porque você não sabe onde pode cair um projétil desse. A preocupação é onde vai cair hoje. Mas não deixamos de acreditar que vai parar logo", afirma Léo Kriger, que se comunica com Cyrla por telefone. "Quando ela sabe que a notícia é muito impactante, imediatamente nos liga para dizer que está tudo bem", conta o pai. "O que ela sempre me diz é que não se iludam porque os foguetes não têm nada de artesanal. São muito bem preparados, existe uma indústria", ressalta Kriger.
Segundo Kriger, o fundamentalismo é o grande problema. "Não se trata de luta contra o povo palestino, mas contra uma facção que não quer o diálogo. Eles expulsaram o Fatah, intensificaram os ataques a Israel e fazem do terrorismo a sua essência. É uma luta contra um grupo fanático cujo objetivo é manter esse estado de coisas, para se manter no poder", defende. (D.R.)

mockup