Construtoras miram zona sul
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Antoniele Luciano<br>Reportagem Local 
Se há poucos anos a atenção das construtoras de Londrina se voltava para a Gleba Palhano, reduto das classes A e B da cidade, hoje uma nova área se destaca com potencial de crescimento para investimentos de alto padrão. Trata-se das proximidades do Shopping Catuaí, na região Sul. "A Gleba continua crescendo, mas em um ritmo menor, não como antes", comenta o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Osmar Alves. O metro quadrado da construção nessas duas áreas gira entre R$ 5 mil e R$ 6 mil.
Alves analisa que, além do entorno do Catuaí, a região Leste desponta como área de investimento para os mais variados perfis de compradores. A zona Oeste, por sua vez, está começando a crescer. Já o Centro, deve incorporar algumas substituições de casas e prédios antigos por novos empreendimentos habitacionais. "O que está pesando mais para as pessoas hoje na compra é a localização. Elas querem que seja perto do trabalho, para que o gasto com transporte seja menor", salienta Alves.
De olho nesta tendência, a construtora Quadra tem se baseado em pesquisas de mercado para estabelecer projetos em novas áreas. "Primeiro, procuramos saber as preferências, já que 70% do que comercializamos é para moradia. Algumas pessoas têm família e amigos em certo bairro e não querem sair de lá", observa o diretor geral da empresa, Luiz Carlos Moro Pires. Os produtos mais visados, conforme ele, costumam ter de 70 m² a 100 m² de área privativa, área de lazer e três quartos.
Já a construtora Thá tem apostado no alto padrão da região Sul e no conceito de bairros planejados. "É um projeto que gera sinergia entre os nossos demais empreendimentos naquela área. Todos seguem um mesmo conceito de paisagismo, fachada", enfatiza o gerente regional Ricardo Kitamura. Contudo, há ainda projetos para diferentes perfis de clientes, como o imóvel para um jovem executivo, perto do Lago Igapó, ou uma família, próximo à Universidade Estadual de Londrina (UEL). "As pessoas ainda estão buscando conforto. Visitando os apartamentos decorados, elas conseguem visualizar bem como será a moradia. Nossa equipe de consultores também as auxilia na escolha", reforça.
A Plaenge também vem investindo nas regiões da Palhano e Catuaí, perto dos condomínios horizontais daquela região. "O crescimento agora se dará para o Sul da cidade. Vemos que outras regiões têm procura, mas é no Sul que a vocação maior está", avalia o gerente regional Olavo Batista, ao explicar o porque da preferência pela área. "É uma região nobre e diferentemente de construir onde já existem construções antigas. Fica mais fácil de ordenar o bairro, promover um crescimento planejado", sustenta. A proximidade com os serviços oferecidos pelo shopping também é um atrativo para quem pretende investir ali.
Conforme Batista, o público está buscando apartamentos com menos gastos com condomínio e que seja compatível com o estilo de vida dos moradores. Ciente disso, a construtora investe em empreendimentos projetados para oferecer economia em despesas operacionais, como água e iluminação. Os imóveis variam de 85 m² a 240 m² de área privativa. "É bem dinâmico o perfil de quem compra, não existe um perfil travado. De tempos em tempos vai mudando, por isso vamos nos adaptando", pontua o gerente.
No Grupo A.Yoshii, o atendimento aos segmentos econômico e de alto e médio padrão se estende pela cidade, por meio das construtoras a A.Yoshii e a Yticon. "O segmento de alto padrão se mantém aquecido e temos grande procura por este tipo de produto, principalmente para moradia. Para investimento, os apartamentos menores são muito procurados", relata o diretor de incorporação do grupo, Sílvio Muraguchi.
Na Yticon, o grupo atende a linha do primeiro imóvel na zonas leste e sul. Na zona leste, são oferecidos produtos de três dormitórios com uma suíte, com 69 m². Na zona sul, os imóveis vão desde 54 m² a 78 m² de área privativa. Na zona norte, de 48 m² a 63 m². "Com a A.Yoshii, atuamos na região sul com empreendimentos que variam de 81 m² a 378 m² de área privativa, atendendo o público de médio e alto padrão", acrescenta o diretor.


