O setor da construção civil vem sendo apontado por especialistas como um dos carros-chefes do crescimento da economia paranaense nos próximos anos. A previsão está ligada aos investimentos em infra-estrutura, como as rodovias do Anel de Integração, obras ferroviárias e portuárias. Além, é claro, das obras necessárias à instalação das novas indústrias e seus fornecedores.
O prognóstico vem redimir um setor que está se ressentindo do recuo da construção de unidades residenciais e comerciais, especialmente em Curitiba, pelo menos desde 1996. Dados do Sinduscon revelam que as empresas curitibanas construíram 2.712 unidades em 1996. E chegaram ao ano passado com apenas 1.594. Segundo especialistas, esta tendência aponta para a redução na oferta de imóveis na capital em futuro próximo.
Os empreendimentos verticais, por exemplo, estão perdendo o ritmo rapidamente. ‘‘Os números de hoje estão muito longe dos registrados em 1994 e 1995, quando o setor lançou 12.791 e 5.032 unidades, respectivamente, estimulado pelo sucesso do Plano Real’’, revela artigo do último boletim do Sinduscon.
E estes números estão causando reflexos no nível de empregos do setor, responsável por 120 trabalhadores no Paraná e 30 mil em Curitiba. Obras públicas e a instalação de fábricas garantiram os empregos até o ano passado, revela o sindicato. Mas, já a partir do segundo semestre de 1998, postos de trabalho começaram a ser fechados. E as demissões aumentaram no início deste ano. No Estado, 3.861 pessoas perderam o emprego só em 1998, enquanto em Curitiba foram 381.

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