Para reforçar a mensagem da importância do uso da passarela do Km 82 da BR-277 enquanto ocorrem as obras da construção da trincheira, a Ecovia em conjunto com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Spaipa e Autolins realizam hoje a partir das 6h30, uma café da manhã no local. Ao transitar pela região o morador será convidado a tomar um café e receberá orientações de profissionais especializados em trânsito, além de materiais informativos sobre segurança viária. Placas de conscientização também foram espalhadas pelo local com apelos voltados a utilização da passarela.
Com a proximidade das férias escolares a expectativa é de que o fluxo de pedestres aumente no perímetro urbano da BR-277. ''Neste período as crianças ficam em casa enquanto os pais trabalham e muitas delas saem para brincar na casa de amigos que muitas vezes moram do outro lado da estrada. Por isso, nossa orientação é para que os pais conversem com seus filhos, para que se realmente for necessário fazer a travessia da estrada, que ela seja feita somente pela passarela, jamais pelo local das obras'', explica o diretor superintendente da Ecovia, Evandro Couto Vianna.
Os quase dez mil metros de telas de proteção inseridas na BR-277, região do perímetro urbano de Curitiba, está completando um ano de instalação. No primeiro semestre de 2006, a Ecovia, concessionária que administra o trecho, registrou 19 atropelamentos com oito mortes neste segmento da rodovia, mesmo havendo no local sete passarelas instaladas. Com a instalação das telas a partir do segundo semestre do ano passado e a adaptação de mais três passagens subterrâneas para pedestres, nenhum atropelamento e consequentemente nenhuma morte foi registrada no trecho.
Para manter esse número positivo e assegurar que não ocorram outros atropelamentos, a Ecovia conta com a conscientização dos moradores. Na região do perímetro urbano, a Prefeitura de Curitiba está realizando a construção de uma trincheira que ligará os bairros da Vila Hauer e Capão da Imbuia. Neste local, mais especificamente no Km 82, cerca de 120 metros de telas precisaram ser retiradas do canteiro central para adaptação do tráfego no local.
Com a ausência temporária dos dispositivos naquele ponto, as câmeras de monitoramento da empresa já flagraram algumas pessoas fazendo travessias arriscadas. ''A combinação é ainda mais perigosa, uma vez que temos um tráfego modificado neste ponto, com homens e máquinas trabalhando e um fluxo de quase três mil veículos por hora nos horários de pico'', alerta Vianna.

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