Se o setor mantiver o ritmo que vem registrando desde o início do ano, 2012 deve chegar à marca de 2 milhões de metros quadrados aprovados para construção. Esta é a estimativa feita pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon), Gerson Guariente, lembrando que no ano passado a área total aprovada foi de 1,5 milhão de metros quadrados.
''A velocidade de crescimento da construção civil é medida pela quantidade de alvarás emitidos para novos projetos. E este primeiro semestre foi muito bom. Proporcionalmente, já foram aprovadas mais obras que em 2011.'' De acordo com dados do Sinduscon, até o mês de junho foram liberados 998 mil metros quadrados para construção.
Guariente observa que no início do ano a expectativa de crescimento do setor para 2012 era de 7%, mas atualmente a expectativa é de que este índice seja superior a 10%. ''Nos últimos anos, algo parecido com o que estamos vivendo só aconteceu em 2010, quando foi registrado um aumento de 12% na área construída em relação ao ano anterior.'' Colaboram para este bom momento, segundo o presidente do Sinduscon, a quantidade de recursos disponíveis para financiamentos, a queda representativa de juros, o prazo de financiamento estendido para 35 anos pela Caixa Econômica Federal e a manutenção de emprego e renda. ''Tudo isso tem puxado as vendas para cima. Esperamos que esta situação perdure por um longo tempo'', resume o engenheiro.
Com o aquecimento do mercado, a representatividade dos setores diretamente ligados à construção civil no Produto Interno Bruto (PIB) do município saltou de aproximadamente 10%, há cerca de 10 anos, para 16%. ''Este crescimento é muito maior que a média de crescimento de outros setores da economia, que tem sido de 3%. E a expectativa é de manutenção desta tendência, pois o município está em vias de aprovar seu novo Plano Diretor, que traz, entre outras, as leis do Perímetro Urbano, do Parcelamento e do Uso e Ocupação do Solo Urbano. Sabemos que muitos empreendedores estão aguardando a aprovação destas leis para dar continuidade a determinados projetos.''
No Paraná, o último levantamento feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes/IBGE), no ano de 2009, apontou que a construção civil representa 4,8% no PIB. Um valor bem abaixo do registrado na região de Londrina, mas que também vem crescendo, considerando que em 2004 a construção civil era responsável por 3,55% do PIB.
Também no que diz respeito a impostos arrecadados no município os números são crescentes na área da construção civil. De acordo com dados da Secretaria de Fazenda de Londrina, 2012 promete ser um dos melhores anos em termos de arrecadação, mas, por enquanto, 2011 bateu todos os balanços anteriores. Só em Imposto Sobre Serviço (ISS) - Construção Civil (Habite-se), foram arrecadados R$ 3.251.004,43, contra R$ 2.174.070,82 em 2010, o que demonstra um crescimento de 49%. De janeiro a maio de 2012 já foram arrecadados R$ 1.496.333,85.
Em Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), foram arrecadados R$ 31.774.471,52 em 2011, contra R$ 23.548.625,30 em 2010, um aumento de 35%. Nos cinco primeiros meses deste ano o município já contabilizou R$ 11.788.250,00.
O total de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2011 chegou a R$ 85.624.527,41, 11% a mais que em 2010, quando foram arrecadados R$ 77.329.462,49 com o imposto. Só até maio de 2012 já recolhidos R$ 64.497.083,57 de IPTU, sem considerar as taxas agregadas (coleta de lixo e combate a incêndio).

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