Conselho de Pastores defende a regularização das igrejas
Igrejas novas que passam a funcionar sem alvarás, que provocam problemas de poluição sonora, ou que praticam atitudes radicais estão se proliferando em Londrina. A multiplicação de novas ou pequenas igrejas acaba trazendo alguns inconvenientes para as pessoas e, em muitos casos, para os próprios fiéis. Na cidade, de acordo com o Conselho de Pastores de Londrina, existem mais de 400 igrejas evangélicas das mais variadas ramificações.
Para o presidente do conselho, pastor Edson de Oliveira Filho, o surgimento de novas igrejas se deve a um fenômeno que tem ocorrido não só no Brasil, mas no mundo todo. ''O Brasil é um país de plena liberdade religiosa. Não existe nenhuma legislação brasileira que estabeleça algum critério para alguém abrir uma nova igreja'', diz.
O pastor diz que o conselho defende a regularização dos novos estabelecimentos, podendo apoiar e ajudar novas igrejas no que for preciso. ''É comum que um membro de determinada igreja passe a se sentir capaz de ministrar uma nova igreja. Com isto, ele pode alugar um salão ou uma casa e passar a administrar esse novo estabelecimento. Até o nome que a igreja recebe é livre e pode ser chamado do jeito que eles quiserem'', defende Oliveira Filho.
Integrado por aproximadamente 120 pastores, o conselho atua ajudando todas as igrejas evangélicas que buscam orientação, mesmo aquelas onde os pastores não fazem parte do conselho. Oliveira Filho diz que a maioria das novas igrejas que tem surgido fazem parte das chamadas ''pentecostais'', que segundo ele, são denominadas assim devido ao fenômeno bíblico que marca o início da Igreja cristã.
''As pentecostais enfatizam os dons espirituais, além dos usos e costumes, como vestimentas diferenciadas das mulheres, corte de cabelo, etc. As igrejas tradicionais estão se aderindo a algumas dessas práticas, só que de uma maneira mais sutil. Muitas delas são fundadas por pastores que não passam por um seminário, mas o conselho defende o estudo e a preparação desse pastor'', salienta.
Segundo o presidente do conselho, a entidade não possui estrutura para fiscalizar se todas as igrejas da cidade estão funcionando de maneira regular ou não. Mesmo assim, ele tem visitado igrejas e orientado sobre os cuidados que devem ser tomados, principalmente em relação à poluição sonora.
''Somos um conselho de pastores e não de igrejas. Queremos sim, que elas respeitem a comunidade e não façam barulho, mas sabemos também que providenciar um ambiente acústico demanda muito investimento. Ressaltamos também, que mesmo funcionando de maneira irregular, as igrejas estão prestando um papel social de extrema importância'', finaliza.(F.B.)





