Ante o iminente surto de febre amarela silvestre nos primeiros meses de 1936, o prefeito Willie Davids telegrafa ao diretor de Saúde Pública do Estado solicitando médicos. E vem a resposta de Curitiba: ''Depois do Carnaval''. Sem perder tempo, o gerente-geral da CTNP, Arthur Thomas, consegue a intervenção de uma equipe da Fundação Rockfeller, de São Paulo, segundo relato do jornalista Humberto Puiggari Coutinho
Conforme a tese de Jorge Cernev, ''empreendimentos que, no patrimonialismo, estariam entregues ao beneplácito do Estado'', se consumaram pela participação voluntária: a Empresa Elétrica, subsidiária da CTNP, que viria a ser encampada pela Copel; o Serviço Autárquico de Saneamento (SAS), financiado com apólices da dívida pública do Município a partir de 1953 e entregue à Sanepar em 1973; o Serviço de Comunicações Telefônicas (Sercomtel), no período 1963-1968; o Instituto Politécnico de Londrina (Ipolon), idealizado em 1964 no Clube de Engenharia e Arquitetura (Ceal), que o construiu em parceria com o Município e a Fundação Educacional Paranaense de Londrina (Fepal).
Também pela via da pressão foi criado o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), inerente à proposta da Sociedade Rural do Norte do Paraná, desde 1966, para diversificar a economia regional. Em 1970, às vésperas de se alterar a denominação da entidade para Sociedade Rural do Paraná, o ministro da Indústria e Comércio, Pratini de Moraes, anunciou que o Instituto Brasileiro do Café (IBC) destinaria 1,5 milhão de cruzeiros novos para a criar o Instituto. (W.S.)

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