Conhecendo Londrina sob uma nova perspectiva
Andar de caiaque pelo lago Igapó, ao entardecer, é conhecer uma nova cidade dentro de Londrina: o sol deslizando por trás das águas, o trânsito quase silencioso, os pássaros sobre a cabeça e os peixes pulando em volta da gente, tudo isso a apenas 10 minutos do centro.
Quando cai a noite, o percurso torna-se ainda mais silencioso e nos transporta para algo muito próximo do que se encontra apenas longe dos grandes centros. Mas, apesar de toda essa beleza, infelizmente nem tudo são flores - ainda que se encontre muitas delas pelo caminho.
Em alguns pontos os sinais da cidade mal organizada se fazem sentir pelo cheiro de resíduos lançados in natura e eventualmente por algum vazamento de esgoto.
''Isso aqui é nosso Central Park, nossa lagoa Rodrigo de Freitas. Em pouquíssimas cidades pode-se praticar esportes aquáticos tão facilmente. Temos a obrigação de aproveitar esse potencial'', diz o diretor da coordenadoria da Região Metropolitana, Luis Figueira de Melo.
O ambientalista João das Águas percorre o lago Igapó há quase 20 anos e conhece cada córrego e galeria pluvial que desemboca por ali. De acordo com ele, se houver um trabalho efetivo para conter o despejo de poluição nos rios, o Igapó pode ser tornar uma grande praia para o londrinense. ''Tem gente que ainda acha que bueiro é lixo. Quando entenderem que o rio começa no bueiro, e que deve ser mantido limpo, tudo vai mudar aqui embaixo (no lago)'', afirma.
O trajeto mais utilizado pelos praticantes de caiaque tem aproximadamente 3 km, entre os lagos 1 e 4, com direito a passar sob as avenidas Higienópolis, Maringá e Castelo Branco.(F.C.)





