Confecção polariza economia da cidade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de julho de 1997
Lucinéia Parra Cianorte 
Arquivo FolhaA produção da indústrias de confecções é de 300 mil peças por mês, com o emprego de 25% da população ativa Dizer que Cianorte é pólo da confecção no Paraná não é exagero, utopia e nem exibicionismo. O número de indústrias em atividade, o contingente de profissionais envolvidos e a produção do segmento confirmam esta realidade e colocam a cidade nesta posição. E ainda há espaço potencial para crescer. Superada a crise com a mudança da economia brasileira, em 1995, Cianorte revive os bons momentos de comercialização dos produtos fabricados nas 300 empresas de pequeno, médio e grande porte do setor do vestuário. Hoje, 25% da população ativa da cidade trabalha no setor de confecção. No início do ano, as indústrias de confecções locais abriram cerca de 500 novas vagas de trabalho.
A transformação da cidade aconteceu no final da década de 70, quando as fortes geadas acabaram com as plantações de café da região. Até então, a população de Cianorte vivia basicamente da agricultura. Em 1977, o empresário Cheble Nabhan, um dos pioneiros de Cianorte, aproveitou a mão-de-obra ociosa na cidade para abrir a primeira indústria de confecção na cidade. Nabhan começou com sete máquinas e conseguiu uma produção mensal capaz de atender os consumidores da cidade. A iniciativa de Nabhan serviu de exemplo para outros investidores de Cianorte. Aos poucos, a cidade foi tomando o rumo da confecção e hoje é considerada a Capital do Vestuário.
SolidezDe acordo com o presidente da Associação do Vestuário de Cianorte, Alberto Nabhan, o setor não ficou imune às mudanças da economia com a abertura do mercado internacional. Das 600 indústrias que existiam em 1994, restaram 300. Mas hoje, diz Nabhan, estas indústrias estão mais sólidas, pois tiveram que se adequar às exigências do mercado cada vez mais competitivo. Segundo ele, a maioria das empresas investiu em mão-de-obra qualificada, garantindo desta forma mais qualidade e produtividade.
Atualmente, as indústrias de Cianorte produzem juntas cerca de 300 mil peças de roupas (masculinas e femininas) ao mês, que são comercializadas em diversos estados do País, principalmente Rio Grande do Sul, Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina. Os compristas chegam a Cianorte em cinco ônibus diários.


