Comprei a máquina, disse o Patrão
Quando cheguei de Santa Catarina, também já estavam no jornal Oswaldo Militão, Carlos da Silva, Nelson Antonio Severino, Antonio Claret de Rezende, Arceno Attas, Araken Távora - este, um nome nacional. Novos jornalistas foram chegando: Jota Oliveira, Oswaldo Petrin, Leonardo Henrique dos Santos, Widson Schwartz, Délio César, Pedro Scucuglia, Antonio Vilela de Magalhães, Deolindo Costa, Rubens Lemos, Rose Arruda, João Arruda, José Carlos Arruda, Roldão Arruda (irmãos, os quatro, e eu brincava que tinha Arruda demais e isto já era preocupante...), Edilson Leal de Oliveira, Oswaldo Diniz, Mário Santana, Marcelo Oikawa, Carlos Verçosa, Marcos Vila, Mara Vila, Tadeu Felismino, Domingos Pellegrini, Nilson Monteiro, Edson Vicente, Cristiane Lourenço, Creso de Moraes, Ricardo Sampaio, Isnard Cordeiro, Flávio Campos, Osíres Matoso, Walmir Grein, Milton Cassitas de Matos, Carlos Eduardo Lourenço Jorge, Joana Lopes, Carmen Kley, Linda Bulik.
Mais tarde José Antonio Pedriali, Bernardo Pellegrini, Nelson Capucho, Valmir Milanez, Regina Menezes, Silvio Oricoli, Luiz Eduardo Costa, Roberto de Carvalho, Chico Amaro, Egidio Brizola, Ayrton Procópio, Daniel Procópio, Rosana Bond, Evandro Fadel, Rosane de Souza, Áureo Nogueira, Nelson Sato, Regina Toledo, Cristina Toledo, Luiz Carlos Lorencetti, Jota (cartunista), Ademir Assunção, Ligia Barroso, Maria Helena Viana, Ana Marta Garcia da Silva, Lia Mendonça, Elisiê Peixoto, Nilton Goes, Marcelo Holanda, Samuka Lopes, David Felismino, Walter Ogama, Martha Gimenez, Maria de Lourdes Leite, Bete Fagundes, Walter Tele Menechino, Elizabeth Debértolis, Edilson Pereira, Nelson Sato, Júlio Cesar Fernandes, José Augusto Viegas, Marcos Viegas, Ana Maria Aromatário, Mahoko Kazuya, José Carlos Quati.
Depois, Antonio Mariano Júnior, Cláudia Costa, Ruth Meira, Rogério Fisher, José Maschio, Luka Moraes, Rosane Barros, Raquel de Carvalho, Jotabê Medeiros, Zilma Santos, Lina Menezes, Cláudia Lopes, Rosângela Vale, Ângela Raiser Barbosa, Cláudia Barberato, Célia Musili, Sandro Dalpícolo, Dulcinéia Novaes, Justino Pereira Jr., Rafael Lamastra.
Os fotógrafos Daniel Martinon, Chico Rezende, Wagno Barra Rosa, Guilherme Mayer, Darcy Felix, Tenkey Matsuo, Dorico da Silva, Nani Goes, Orozimbo Novaes, Regis Seben, Josué de Carvalho, Celso Pacheco, Rogério Pires, José Pedro de Lima, Jaelson Lucas, Geraldo Guimarães, Pedro de Moraes, Nelson Saldanha, Anibal Vieira da Cruz, Luiz Nachi, Milton Dória, Roberto Braziliano, Paulo Roberto Pereira, Sebastião Pereira, Devanir Parra, Marcos Borges, Sérgio Jacques, Norma Lessa, Elvira Alegre, Welson Rocha, Mário Cesar, Cláudia Neves, Paulo Wolfgang, Michel William. Nas sucursais, nomes como Luiz Geraldo Mazza, Hélio Teixeira, Paulo Pegoraro, Pedro Chagas Neto, Rubens Ávila, Mari Tortato, Zeca Corrêa Leite, Elvira Fantin.
Era uma equipe ganhadora de prêmios. Sobretudo muito honesta, imparcial, que levava jornalismo a sério. Um grupo fanatizado pelo que fazia.
Já antes haviam passado pelo jornal Rafael Lamastra (pai), Aristides de Moraes, Abrahão Andery, Wilson Silva, Clara Brilman, Carlos Tavares, Antonio Ferrer, José Carlos Abrahão, Ermiro Barbosa Lemes, Angelo Gaiotto, Fuad Bauab, Mário Caldas, e o fotógrafo veterano Augusto Galante.
A era do off setO jornal era impresso numa velha rotativa e a impressão era ruim. Em 1968, o destino me levaria a encaminhar a Folha para a era do off set, o que havia de mais moderno no mundo em sistemas de impressão de jornais, e o mais avançado ainda hoje. Naquele ano, recebi do governo norte-americano um convite para visitar os Estados Unidos, em companhia de outros jornalistas paranaenses, entre eles João Féder, então diretor do jornal O Estado do Paraná.
Féder sugeriu, para o roteiro de visitas, que fôssemos à fábrica de rotativas Goss, em Chicago. Foi lá que conheci as tais impressoras off set. Nos indicaram que, para ver uma delas funcionando, teríamos que ir ao Vale de Napa, próximo de São Francisco, na Califórnia. Para lá fomos nós. No retorno, trouxemos jornais impressos pelo novo sistema, com bela policromia.
No final dos 60, como ainda hoje, o sistema off set representava uma revolução em impressão de jornais, equivalente ao que é agora a Internet para as comunicações. Comprar um equipamento desses implicaria em muito dinheiro, adaptação de instalações e treinamento de pessoal. O jornal não tinha as três coisas... Não seria apenas uma mudança de máquinas, mas de sistemas. No Brasil já tinham off set os jornais São Paulo Shimbum e Correio Braziliense.
Eu trouxera dos EUA muitas informações. Os meses foram passando e eu alimentando o sonho da máquina. A empresa T. Janér, de São Paulo (da qual já comprávamos papel e outros materiais gráficos), representava no Brasil a Goss. Passados seis meses, um dia João Milanez chegou de São Paulo e me disse exatamente isto: Comprei a máquina. Foi um momento de grande contentamento.





