Quem chega à sala da nutricionista Débora Sorgi, já tem a impressão, ao avistar as flores: ela é toda romântica. A impressão se concretiza. Débora é tipo 4. ''Sou criativa e sensível'', cita a nutricionista de 26 anos, no paralelo com sua descrição pelo Eneagrama.
Nutricionista funcional, isto é, que cuida da reeducação e do comportamento alimentar, Débora teve acesso ao Eneagrama por intermédio de Margareth Alves. ''Sofro bastante, sou melancólica, chorona. Fazia terapia e conheci o Eneagrama. Fiquei mais de uma hora respondendo às perguntas. Valeu a pena'', rememora.
Segundo Débora, que afirma ter procurado o curso para ''compreender os outros'', o saldo foi mais do que positivo. ''De um a 10, daria nota 7 para a mudança que o Eneagrama trouxe à minha vida. Além de conhecer os outros, passei a identificar, em mim, se estou mal, se estou bem e saber evoluir''.
Débora revela-se excelente também na arte de identificar o perfil de seus pacientes. ''Uma pessoa nunca é um número só, descrita pelo Eneagrama. Um exemplo: mulheres com sobrepeso muitas vezes são perfil 2, daquelas que esquecem de si mesmas e ajudam o próximo, entre outras características. É preciso identificar o que a aflige, qual a ansiedade dessa pessoa e fazê-la refletir. O Eneagrama me trouxe aquilo que nenhum livro de teoria, na faculdade, mostrava: o comportamento humano''.
Em se tratando de uma chorona assumida, Débora hoje tira de letra situações que antes se prolongavam. ''Como cada dia estou de um jeito, saio mais rapidamente de meus baixos. Minha mãe também fez o curso e, no Eneagrama é tipo 5, a observadora. Nosso relacionamento melhorou bastante e uma acaba por ajudar e compreender a outra''.(T.N.)

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