Passado o estranhamento inicial em se deparar com um homem para prestar um serviço realizado, geralmente, por mulheres, tanto clientes como empresários buscam competência na atividade. É assim que a professora do curso de Administração da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e mestre em Gestão de Pessoas, Daniela Foster, analisa a atuação dos homens em profissões predominantemente femininas.
"Tem que considerar as habilidades, capacidades e competências do profissional", afirma Daniela, que assume já ter tido um pouco de receio ao ser atendida por um manicuro. Ela conta que esse sentimento passou quando observou como o profissional atuava.
Para a professora, determinar se esta ou aquela profissão é adequada para homens ou mulheres é resultado de um padrão social. O momento atual, pondera, é uma fase de adaptação, tanto para homens quanto para mulheres, que também estão ganhando espaço em profissões até então consideradas masculinas. "A percepção de quem utiliza o serviço minimiza o preconceito e a preocupação maior é com a competência do profissional do que o gênero", avalia. (C.G.B.)

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