Como secretário, viabilizou UEL
A contribuição de Orlando Mayrink Góes a Londrina e ao Paraná não se restringiu às atividades comerciais. Além das empresas urbanas e várias fazendas - hoje uma em Londrina e outra em Quinta do Sol - ele teve também participação destacada na vida política do Estado. Em 1966, ele foi secretário estadual de Fazenda, durante o governo Paulo Pimentel.
Foi naquele período em que Orlando tomou conta das finanças do Paraná, que o Estado propiciou a desapropriação do terreno que possibilitou a implantação do campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), com a respectiva dotação orçamentária para o seu funcionamento. As mesmas medidas beneficiaram também as universidades estaduais de Maringá e Ponta Grossa.
Humilde, ele não se sente bem falando de si mesmo e de suas contribuições para o desenvolvimento da cidade e do Estado. Seria muito narcisismo, eu não gosto disto. Eu sou feliz por ter participado de um grupo de pessoas que trabalhavam não em causa própria, por interesses pessoais, mas para o crescimento de Londrina e toda a região, diz Orlando.
Entre as pessoas que passaram a vida trabalhando por este objetivo coletivo, ele destaca Hosken de Novaes, Dalton Paranaguá, Weber Vargas, João Milanez, Dom Geraldo Fernandes, Nilo Dequêch, Bento Munhoz da Rocha Neto, Milton Menezes, Parigot de Souza, José Richa, Antonio Fernandes Sobrinho e outros. Foram e são homens de grande valor, entre eles o Paulo Pimentel, um governador de visão futurista e modernizadora, a quem atualmente não sabem dar a devida importância, garante o empresário.
Como secretário de Pimentel, ele liberou também recursos para a conclusão das obras do Hospital Universitário de Londrina, para a ampliação do Sercomtel, e para o início do zoneamento agrícola, bem como para a renovação e melhoria da qualidade do plantel bovino do Estado. Orlando Mayrink Góes foi ainda fundador e diretor dos clubes Country, Grêmio Literário e Iate. (O.C.)





