'Como não ser um idiota'
A reportagem ainda conversou com dois ex-integrantes de grupos somáticos. Um deles, o artista plástico Lauro Borges, 45, tem planos de se tornar terapeuta. Para isso, atua como assistente de Marcelo Leal em suas atividades na cidade. ''O primeiro passo é refazer toda a terapia'', explica Lauro, que participou de uma das primeiras turmas de Curitiba.
Interessado por filosofias orientais, artes marciais e bioenergética, Lauro conheceu a obra literária de Roberto Freire por meio de uma amiga. Acabou se aproximando do escritor e virando um representante da somaterapia por aqui. ''Hoje eu sei qual é o meu programa neurótico e como não ser um idiota. Porque o caráter não se arranca, a gente apenas aprende a lidar com ele'', afirma.
Integrante do último grupo formado em Curitiba, encerrado em maio, a atriz e artista visual Giorgia Conceição confessa que superou os próprios preconceitos para ingressar na terapia. ''Na minha cabeça, a Soma era uma coisa datada, de bicho-grilo. Mas aos poucos fui descobrindo que ela é atual, está sempre se renovando com as pesquisas feitas pelo terapeutas'', diz.
Giorgia também conta que a somaterapia a fez perder o medo de investir na carreira artística. ''A Soma mostra que você pode ter um estilo de vida diferente mesmo em uma sociedade que não está tão aberta assim''. (O.G.)





