Um brasileiro acaba de ganhar US$ 1 milhão na loteria de Nova York. ''Sempre acreditei que ganharia, só precisava ter paciência'', disse o motorista de limusine Marcos Penteado, de 57 anos.
Desde que chegou aos EUA, em 1994, Penteado compra, religiosamente, dois bilhetes de raspadinha por semana. ''Compra'' porque, apesar de milionário, o motorista não perdeu o hábito de jogar todas as quarta-feiras. Ele explica que não se trata de vício - e, sim, uma forma de ''retribuir'' o que ganhou. Cá entre nós, nem parece coisa de brasileiro.
Por aqui, a grande maioria só aposta quando o prêmio está acumulado. Nada mais ilógico. Afinal, qual a vantagem de jogar apenas quando as chances de ganhar são mínimas?
É que, para o brasileiro, a vida funciona na base do tudo ou nada. Não basta embolsar um milhãozinho. Tem de ser os R$ 52 milhões da Mega-Sena. Essa mistura de ganância e burrice ainda vai acabar com a gente.

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