Como evitar a 'Primeira Guerra Conjugal'
Renata Cristina de Oliveira Alencar Silva, professora. Osvaldo Alencar Silva, advogado. Após quatro anos de namoro, Renata e Osvaldo decidiram se casar. Tudo caminhava para o típico ''mar de rosas'' quando a dupla deu início aos preparativos para o derradeiro ''sim, aceito''.
''Eu queria que ele fosse junto escolher flor, música, cardápio, decoração, horário e Igreja, todos aqueles protocolos que toda noiva sonha durante a vida. Ele não queria e me respondia com um terrível tanto faz, na ponta da língua'', relembra Renata.
A ponto de declarar a ''Primeira Guerra Conjugal'' em relação à postura do noivo - que não entendia a diferença entre um lírio e uma rosa -, Renata decidiu conversar com Osvaldo após uma ida frustrada à floricultura. ''Estávamos em frente à casa dele (Osvaldo) e, dentro do carro, decidimos traçar metas''.
Eneagrama da paz - Após o diálogo, Renata e Osvaldo contaram com um ''empurrãozinho'' providencial da irmã de Renata. ''Minha irmã fazia terapia com uma psicóloga e o Osvaldo conheceu o Eneagrama, com a mesma psicóloga, a Margareth. Os dois me convenceram a conhecer o tal''.
O ''tal'' Eneagrama mostraria à professora e ao advogado qual o tipo de personalidade de cada um. ''Após conhecer o Eneagrama e os nove tipos de personalidades, descobri que sou o tipo 8. Eu queria mandar em tudo!'' recorda Renata.
Osvaldo, por sua vez, revelou-se o tipo 3. ''Sou um pouco reservado, detentor daquela dificuldade típica masculina de falar o que está sentindo. Sou workaholic também. Após o curso de um dia voltado ao Eneagrama, demos continuidade aos estudos e definitivamente passamos a nos conhecer mais. Por exemplo: hoje, sabendo desse lado controlador da Renata, posso negociar, deixar claro o que quero fazer, o que não gosto e onde ela não poderia interferir nos meus hábitos''.
Termos do acordo - A agenda do casal também entrou em plena sintonia. ''Sempre me incomodou o fato de o Osvaldo ser workaholic, trabalhando horas e horas, até a noite. Com o estudo do Eneagrama, aprendi a lidar com isso e combinamos o seguinte: expediente prolongado somente nos dias em que dou aula à noite'', revela Renata.
Por falar em acordos e tratados, o melhor deles, no âmbito caseiro, a Reportagem da FOLHA pôde acompanhar: a cama. Isso mesmo. ''Meu estilo é tudo muito certinho, arrumadinho e em seu devido lugar. Quando acordava de manhã, tinha de arrumar a cama. O Osvaldo muitas vezes argumentava que domingo não era dia de arrumação, por exemplo. Negociamos. Agora, consigo até sair de casa sem deixar a cama lisinha, sem nenhuma ruga no lençol'', entrega a professora.
O casal arremata com o ''Bendito Eneagrama!'' e acentua ganhos, também, na seara profissional. ''A Renata, como professora, passou a trabalhar de maneira positiva o fato de ser tida como controladora entre seus alunos. Eu, de pronto, sei identificar como devo falar com um cliente, em meu escritório. Se a explicação não funciona, partimos para o esboço. Falamos abertamente disso e achamos importante dividir com outras pessoas a importância dessa ferramenta no dia-a-dia''.(T.N.)





