Como escolher um curso
Como saber se um curso de oratória é realmente bom? Taí uma pergunta difícil, principalmente em se tratando de uma área que não conta com uma formação específica. ''Tem muita gente que leu um livro e já se acha apto a ensinar'', alerta a professora Marina Machado.
O caminho mais seguro para escolher é buscar referências com algum conhecido. Mas há outros aspectos que devem ser levados em conta, como o currículo do professor e seu reconhecimento no mercado.
A carga horária deve ter, no mínimo, 12 horas. Parte desse tempo deve ser destinado a atividades práticas, como apresentações individuais dos alunos para toda a turma. Apostilas sempre são bem-vindas. E cuidado com cursos muito baratos.
Já a utilização de técnicas de Programação Neurolinguistica (PNL), baseadas no autoconhecimento, divide opiniões. Flávio Pereira, especialista em Psicoterapia Cognitiva, é totalmente a favor. ''É importante que o aluno tenha autoconfiança, auto-estima. E diga para si mesmo: 'Eu posso!'''.
Marina, formada no meio teatral, também aprova a PNL. ''Você é aquilo que pensa e faz, não pode ser seu próprio inimigo''.
Sirley Maciel é mais cautelosa. ''Pode até ser positivo. Só tenho medo de quem usa essas técnicas de maneira deturpada, pois vira lavagem cerebral'', diz a professora, formada em Artes Cênicas, com especialização em Psicodrama. ''Como meus conhecimentos sobre o tema não são suficientes, não me sinto respaldada para usá-los nas aulas'', completa. (O.G.)





