A Suderhsa aponta que a qualidade das águas da bacia do Iguaçu é boa na região das nascentes e que os problemas surgem quando o rio adentra as áreas urbanas e industriais da RMC. Então, o lançamento de efluentes e esgoto compromete as condições do curso d'água. Segundo a Suderhsa, no ano que vem o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Iguaçu e dos Afluentes do Alto do Ribeira deve implementar um plano, no qual estarão estabelecidos novos parâmetros para o monitoramento das emissões que atingem o rio.
Na região das nascentes, a Prefeitura de Piraquara busca preservar a qualidade das águas através de trabalho educativo, reflorestamento e punições em casos de desrespeito a leis ambientais. De acordo com Gilmar Clavisso, a preservação das nascentes interfere no orçamento municipal: como 93% do território de Piraquara é composto de áreas de mananciais, há uma série de restrições para a instalação de empreendimentos, o que diminui a arrecadação.
''Hoje não há um mecanismo adequado para que um município com grandes mananciais seja compensado adequadamente. Há o ICMS ecológico, mas não é o bastante. Temos que criar um debate em torno da água. Alguns municípios da RMC têm orçamentos de aproximadamente R$ 1 mil por habitante em razão das indústrias, e Piraquara, que tem restrições ambientais, tem um orçamento de pouco mais de R$ 400 por habitante'', afirma o secretário. (F.G.)

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