Os novos serviços em São João do Ivaí devem chegar através de uma comissão provisória, encarregada de elaborar o planejamento estratégico do setor. O grupo será formado dentro do Fórum Municipal de Desenvolvimento. Faz parte do planejamento buscar o potencial de mercado interno e de exportação. Os empresários ainda não sabem qual a capacidade de produção e consumo nacionais do setor, nem qual Estado ou País da América Latina seriam seus principais concorrentes. A qualidade das peças de outros centros também precisa ser conhecida.
Para incrementar o segmento em São João do Ivaí, foi firmada uma parceria entre o Banco do Brasil, Agência do Trabalhador, Associação Comercial, prefeitura e o Fórum de Desenvolvimento. O objetivo é dobrar a produção atual de 150 mil peças mensais, em dois anos.
O Banco do Brasil está disponibilizando linhas de crédito para aquisição de máquinas e equipamentos, enquanto a Agência do Trabalhador vai oferecer cursos para capacitação de mão-de-obra. O Sebrae presta suporte técnico e assessoria junto aos novos micro-empresários, através de orientação sobre marketing e layout das empresas.
A prefeitura inaugurou uma incubadora industrial, em Ubaúna, com 600 metros quadrados. Seis empresas estão funcionando no local e só deixarão as instalações quando estiverem consolidadas e em condições de funcionar em um espaço com a mesma estrutura. ‘‘Mais de 80% das empresas atuam na informalidade porque grande parte dos proprietários são agricultores que resolveram arriscar no setor e muitas estavam literalmente no fundo de quintais. É preciso que elas se profissionalizem para que possamos buscar abertura de mercado’’, avalia Renato Fernandes Raboni, integrante do Fórum.
Algumas propostas foram lançadas e serão avaliadas pela comissão, como a implantação de um mercado atacadista e um show room para exposição permanente das peças. ‘‘Existe, ainda, a sugestão da formação de uma cooperativa para a compra de tecidos e aviamentos, o que reduziria os custos. Tudo o que temos a fazer é pisar em terreno firme e crescer’’, afirma Raboni. (K.B.)

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