Comércio atende região de 2 milhões
Segmento forte é composto por vasta e rica rede de lojas individuais e 19 shopping centers, atraindo consumidoress de até 300 quilômetros
NO TEMPONo sentido horário, Com-Tour, Plaza e Catuaí: shoppings são tendência mundial e respondem a uma necessidade imposta pelo ritmo de vida atual, que exige agilidade e eficiência
Célia Baroni
De Londrina
Londrina possui uma população em torno de 500 mil habitantes, mas o comércio da cidade atende a cerca de 2 milhões de pessoas, pois influi em cidades localizadas num raio de 300 quilômetros. Além de rica em lojas que oferecem produtos de todas as variedades, a cidade tem um forte comércio nos bairros e conta com 19 shoppings.
Londrina sempre esteve à frente dos tempos e conta com grandes empreendedores. No comércio não podia ser diferente, analisa o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Valter Orsi. Um exemplo foi a inauguração do Com-Tour Shopping Center (zona oeste), há 23 anos, quando os shoppings ainda eram uma proposta inovadora.
O Com-Tour foi o terceiro empreendimento do ramo no Brasil, depois do Iguatemi de São Paulo e do Conjunto Nacional, em Brasília. Com 63 lojas, ele passou por uma revitalização total em 93.
Em 89, a cidade ganhou ainda o Shopping Catuaí (zona sul) e, no dia 30 de novembro último, teve inaugurado o Shopping Royal Plaza, no centro os dois maiores shoppings da cidade. Valter Orsi acredita que a inauguração do Shopping Catuaí teve fundamental importância para o comércio local. O empreendimento mostrou aos lojistas locais que o perfil do consumidor havia mudado e que ele se tornara mais exigente, analisa.
Hoje, os shoppings são uma tendência mundial. Eles são a resposta a uma necessidade imposta pelo ritmo de vida atual, que exige agilidade e eficiência. Os shoppings oferecem ao consumidor a oportunidade de aliar o lazer da família às compras.
Os lojistas de Londrina estão se adaptando a este novo perfil e investindo na qualidade do atendimento, porque o que determina o sucesso de qualquer empreendimento é a competência, afirma Orsi. O superintendente do Shopping Catuaí, Odair Daroque, concorda com a afirmação de Orsi.
Ele afirma que experiências de outros países já mostraram que o aumeto do número de shoppings pequenos e grandes não é uma ameaça aos lojistas tradicionais. Nos EUA, por exemplo, onde todas as cidades contam um grande número de shoppigs centers, as lojas continuam representando um setor forte do comércio.
Daroque lembra que, há dez anos, a abertura do Catuaí preocupou o comércio varejista local. Com o passar do tempo, no entanto, ficou provado que o shopping veio potencializar o comércio da cidade, trazendo para Londrina um volume ainda maior de consumidores, beneficiando todo mundo, argumenta.
Hoje o Catuaí recebe em média 30 mil pessoas por dia e estima vender R$ 1,2 milhão neste final de ano, 20% mais que no ano passado. Para ele, o Shopping Royal Plaza é sinal de uma disputa saudável e necessária. O sucesso de vai depender da competência de cada administração em perceber e atender os interesses do consumidor. Nós pretendemos continuar sendo o primeiro na preferência, afirma.
O Royal Plaza não deverá deixar por menos. Ele inaugura um novo conceito; o shopping no centro, facilitando o acesso do consumidor. Com uma área construída de 20 mil metros quadrados, ele oferece 120 lojas distribuídas em quatro pisos, dois elevadores, escadas rolantes, praça de alimentação e salas de cinema. A previsão inicial é de que o empreendimento deverá faturar R$ 40 milhões.
Segundo projeção de urbanistas, o Royal vai impulsionar a revitalização do centro da cidade.





