Desde 1999 trabalhando na Saul Elkind, Madalena Camargo, gerente de vendas de uma rede de lojas de calçados instalada na Saul Elkind, conta que viu o poder aquisitivo de seus clientes aumentar nos últimos dez anos. ‘‘O lugar é ótimo para vendas’’, sintetiza.
  ‘‘Há um potencial muito grande no consumidor da Zona Norte, que cada vez mais quer qualidade no que compra’’, completa Madalena.
  O gerente auxiliar Bruno do Carmo, que atua há quatro anos em uma rede de móveis e eletrodomésticos também instalada na avenida, afirma que o fluxo de clientes na loja é grande. ‘‘Gente de Cambé vem comprar conosco, por conta do asfalto da Saul chegar até a cidade vizinha. Também recebemos pessoas de cidades ao Norte de Londrina, como Bela Vista do Paraíso, por conta do acesso pela rodovia PR-545’’, afirma.
  De fato, quem anda pelas ruas do bairro percebe que boa parte das casas construídas há mais de 30 anos receberam consideráveis melhorias. Muitas deixaram de ter a aparência de ‘‘populares’’.
  É o caso da residência do aposentado José Fernandes Filho. Em 1982 ele trocou a Vila Casoni, praticamente no Centro de Londrina, pelo conjunto Maria Cecília, onde passou a morar em uma casa de 33 metros quadrados.
  Hoje, depois de benfeitorias, a casa da família tem 100 metros quadrados. ‘‘O bairro é bom, evoluiu. Tudo o que precisamos temos perto de casa’’, ele destaca. ‘‘Só falta um pouco mais de ação do poder público. A saúde, por exemplo, não anda funcionando bem’’, complementa o aposentado.

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