Comer bem para viver melhor
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de julho de 2011
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
Há um velho ditado que diz que é preciso comer para viver e não viver para comer. Em um mundo onde qualquer coisa é desculpa para se alimentar mal, esse ditado permanece abandonado para muita gente. Na correria do dia a dia as pessoas saciam a fome com alimentos industrializados e se esquecem de ingerir alimentos saudáveis, como frutas, verduras, fibras, entre outros.
Uma pesquisa realizada em 2010 pela GfK Custom Research Brasil mostrou que as atribuições do dia a dia limitam 51% da população brasileira a comer em casa, uns porque trabalham, outros porque estudam. Para famílias sem criança, esse número salta para 63%.
Mas segundo a nutricionista Beatriz Ulate, as pessoas comem mal porque arrumam desculpas. Quando se come fora as opções de alimentos saudáveis são ainda maiores. O erro está em escolher o alimento errado, comer em excesso e mastigar muito rápido
Uma alimentação saudável promove saúde e bem-estar em qualquer estágio da vida. O simples ato de comer é, sem sombra de dúvida, uma ferramenta poderosíssima para quem quer viver mais e melhor.
Um dos mais relevantes estudos já feito sobre dietas capazes de conciliar saúde e prazer foi feita pela Universidade de Florença, na Itália, entre 1966 e junho de 2008 e concluiu que a dieta mediterrânea está associada a uma redução de 9% da mortalidade geral e na mortalidade por doenças cardiovasculares, uma diminuição de 6% na incidência de câncer e de 13% na ocorrência de Parkinson e Alzheimer.
A dieta mediterrânea destaca-se pelo consumo de azeite de oliva, castanhas, ingestão moderada de álcool, geralmente vinho. São alimentos que estão associados diretamente à redução do risco de doenças cardiovasculares.
É possível comer bem sem sofrer em qualquer regime alimentar. O mais importante é ter uma alimentação variada e colorida, e não esquecer da água, que também é um alimento muito importante, ensina a nutricionista Beatriz Ulate.
As refeições, continua a nutricionista, precisam ser feitas em pequenas quantidades, divididas em seis porções por dia. Com isso, consegue-se
um peso ideal, previne-se doenças e se adquire uma maior energia para encarar as atribuições do dia.
Fazer uma alimentação mais in natura possível é simples. A praticidade deve estar sempre em primeiro lugar. Qual a dificuldade de se levar uma fruta na bolsa, por exemplo? O maior erro das pessoas está em consumir muita fritura, gordura e açúcar. Há um consumo exagerado dos alimentos industrializados. Sem dúvida esse é o pecado do século, alerta Beatriz.
Uma educação alimentar começa desde cedo. Por isso, especialistas recomendam que os pais ensinem seus filhos a comerem saudavelmente desde pequenos. É mais fácil formar um bom hábito alimentar do que corrigi-lo. Em via de regra, crianças comem mal porque os pais também comem. Pesquisa mostra que é necessário oferecer, no mínimo, 10 vezes um alimento saudável para uma criança, mudando a forma de apresentação e preparo do alimento. A família comer a mesma coisa que é oferecida à criança também é fundamental, explica Beatriz.


