Até a realização da primeira Folia do Divino Espírito Santo, a coordenadora da festa Geovane Rodrigues realizou uma ampla pesquisa sobre essa manifestação popular em diversas partes do país. As primeiras homenagens ao Divino no Santuário Nossa Senhora do Carmo foram realizadas há sete anos durante a missa de Pentecostes. ''Foi um teste e quis o Divino que desse certo'', afirma.
De acordo com a pesquisa feita por Geovane, a devoção manifestada pela Folia confunde-se com as tradições portuguesas. Conta-se que a rainha Santa Izabel, filha de Dom Pedro II, rei de Aragão, e esposa de Dom Diniz, rei de Portugal, fizera uma promessa de oferecer o cetro e a coroa ao Divino Espírito Santo para que reinasse a paz entre o povo e a família real. Portugal guerreava com o reino independente de Aragão e Dom Diniz estava em luta aberta contra seu filho, o infante Dom Afonso.
As preces da rainha e as orações dos pobres foram atendidas e a paz voltou ao reino e à família real. Agradecida, a rainha Santa Izabel doou sua coroa a uma igreja, desejando que todos os anos fossem dedicadas renovadas ações de graças ao Espírito Santo. E, desde então, a corte sempre se fez presente nas solenidades litúrgicas em dia de Pentecostes num gesto de adoração e agradecimento. (D.R.)

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