Universidade Estadual de Londrina (UEL), quarta-feira, 17 de janeiro, 11h50. O clima é de total ansiedade. Pais, amigos e os próprios vestibulandos aguardam com nervosismo a lista com os nomes dos 3.050 felizardos que conquistaram uma vaga para um dos 42 cursos de graduação que a maior universidade pública da região oferece.
  Ao meio-dia, um mural com as listas foi exposto. Correria. Enquanto alguns choram por não ter passado, gritos de ‘‘eu passei’’ vão tomando conta do ambiente. Abraços, pulos, choro, euforia, vibração.
  Abraçada ao pai, chorando muito e mal conseguindo falar, Lisiê Machado não sabia o que fazer para comemorar a aprovação em medicina. ‘‘Estou feliz demais, estava desanimada porque passei raspando da primeira fase para a segunda, ver meu nome na lista de aprovados foi uma surpresa enorme’’.
  O pai de Lisiê também estampava a felicidade no rosto. ‘‘Essa sensação é uma coisa maluca, até parece que o aprovado sou eu’’, comentou o contador Francisco machado.
  Minutos depois, quando algumas pessoas já deixavam a universidade, a alegria dos amigos Daniel Baena, 19, e Ricardo Pontela, 18, também aprovados para medicina, chamava a atenção. Eles chegaram atrasados, para confirmar a informação que já tinham recebido no caminho, por telefone. ‘‘Me ligaram quando eu estava vindo para cá, mas não acreditei. Quando vi meu nome na lista, não teve jeito, explodi de alegria’’, explicou Baena.
  Da UEL para o aterro do Lago Igapó 2. A festa promovida por uma rádio da cidade, atraiu centenas de pessoas. Por lá, os tradicionais ingredientes que não faltam em uma festa de aprovação no vestibular: ovo, farinha, tinta, tesoura, papel, higiênico e até um caminhão pipa com muita água para ‘‘lavar a alma’’ de quem passou.
  Aprovado em engenharia civil, Victor Hugo de Mello, 19 anos, conseguiu resumir com poucas palavras qual é a sensação de ser aprovado em um concurso tão concorrido. ‘‘Passar é tudo’’, comemorou.
  Com apenas 17 anos, Andressa Tanferri foi aprovada no primeiro vestibular que fez ‘‘prá valer’’, ela já tinha prestado como treineira na edição de 2006. Aprovada em direito, a garota era só alegria. ‘‘Não achava que ia passar, a concorrência é muito grande, valeu a pena todo o meu esforço’’, disse.
  No quarto vestibular, Evandro Dezotti Dantas, 20 anos, finalmente soltou o grito da garganta. Ele, vai ser assistente social. ‘‘Agora é só comemorar, só felicidade. Hoje vai ter cerveja com os amigos’’, prometeu.
  Em meio a tantos pais comemorando a aprovação dos filhos, Mariana Heffer, 17 anos, que não prestou o vestibular, comemorava a conquista da mãe, Cristiane Heffer, 41 anos, aprovada para pedagogia. ‘‘É lindo ver a minha mãe aprovada’’, disse Mariana, que pretende seguir a carreira de relações públicas.
  ‘‘Sou dona-de-casa, não fiz cursinho, estudei por conta própria e passei. Posso dizer que sou a verdadeira mãe que dá bom exemplo aos filhos’’, finalizou, com bom humor, a futura pedagoga.
  Ao todo, 25.451 candidatos prestaram o vestibular 2007 da UEL. Desses, 11.293 foram convocados para a segunda fase.

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