Maringá chega aos 54 anos com a necessidade de mudanças. Planejada para se tornar um centro urbano de apoio à expansão agrícola que a região experimentou há mais de 50 anos, a cidade ganhou um traçado generoso, com avenidas largas, muitas praças, reservas de mata nativa e muitas árvores. Aos 54 anos, Maringá começa a repensar os caminhos a tomar para garantir a manutenção da qualidade de vida deixada pelos pioneiros. O verde, maior orgulho da cidade, corre sérios riscos por falta de uma política preservacionista que abandonou a arborização, as praças e, o mais grave, as reservas florestais. O crescimento da zona urbana atropela o planejamento, impedindo a expansão ordenada da periferia. Começam a surgir os primeiros barracos em uma cidade que sempre se orgulhou de não ter favelas. Atordoada pelas denúncias de desvios e irregularidades cometidas pelos mandatários nos últimos anos, a comunidade está se tornando mais consciente, e vai cobrar o futuro já.

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