Com o foco nas classes emergentes
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de agosto de 2010
Nelson Bortolin<br>Especial para a Folha 
O mercado imobiliário voltado às classes emergentes esteve a todo vapor no primeiro semestre e não cogita pisar no freio até dezembro. A Construtora Vanguard, do Grupo Plaenge, por exemplo, quer crescer 51% nos próximos meses. De janeiro a julho, a empresa lançou 330 apartamentos e espera colocar outros 500 no mercado ainda em 2010.
Tudo que era previsto para o primeiro semestre aconteceu. Lançamos duas novas torres do Piazza di Roma e duas do Garden Ecologic, diz o gerente da regional de Londrina, Olavo Batista Junior. Segundo ele, as unidades custam entre R$ 130 mil e R$ 160 mil. Nosso público típico são jovens, casados ou solteiros, de 25 a 35 anos, da classe B, explica.
Ele ressalta a ampla oferta de crédito como motivadora do bom momento do setor. Não são só os bancos oficiais que estão facilitando as coisas, os particulares também apresentam suas linhas e os jovens estão investindo, afirma. Para ele, as perspectivas são boas não só para o segundo semestre. Tudo indica que, independentemente de quem ganhar as eleições, a economia vai continuar forte e 2010 vai impulsionar 2011, avalia.
Na Yitcon, do grupo A.Yoshii, criada para atender ao público B e C, o otimismo também é muito grande. No primeiro semestre, a empresa lançou 352 unidades e deve lançar outras 350 até o fim do ano. Para o gerente Sandro Sadao Nagata, o atual bom momento do setor é diferente dos vividos em anos anteriores. O mercado imobiliário sempre teve altos e baixos. Mas agora, acreditamos que estamos diante de um crescimento sustentado, baseado na melhora da economia, afirma.
Embora o Minha Casa, Minha Vida seja visto como uma importante alavanca para a construção civil no País, na Yticon o programa não tem tanto peso uma vez que responde por apenas 20% dos negócios. Temos conseguido um bom resultado, independentemente do programa (que financia imóveis de até R$ 100 mil), diz Nagata. De acordo com o gerente, a faixa de imóveis cujos valores vão de R$ 100 mil a R$ 140 mil responde por 40% dos negócios e a de R$ 140 mil a R$ 190 mil pelos outros 40%.
A Artenge, outra empresa focada nas classes emergentes, diz que as vendas cresceram 80% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. O Mirante do Lago, empreendimento ainda em pré-lançamento, já está com mais de 60% das unidades vendidas, revela o gerente Comercial, Luiz Cláudio Guarda. A construtora diz que vai entregar mais 450 apartamentos em Londrina e Telêmaco Borba (128 km ao norte de Ponta Grossa) até dezembro.


