''Com licença, eu vou à luta''
Uma estradinha de cascalho no município de Santa Fé (a 47 km ao norte de Maringá), conduz à Fazenda Sumatra, cuja proprietária não esperou a sorte ser coalhada por uma crise econômica. A proprietária do local é Gianne Giovanini Barbieri, 36 anos, agroindustrial, mineira, casada, mãe de três filhos e considerada uma das poucas queijeiras que se tem notícia no País.
No fatídico ano de 93, o preço desestimulava os produtores de leite e não compensava a comercialização. A solução vislumbrada pelos Barbieri foi dar um outro destino à produção leiteira, e o caminho foi transformar a quebradeira em queijo. No início, somente parentes, amigos e vizinhos desfrutavam do sabor artesanal do produto.
O boca a boca cresceu e a produção foi aumentando, aumentando, e chegou aos hotéis da região. Quando o negócio se solidificou, Gianne partiu para o registro da marca. Vendeu uma Parati (o valor sentimental era maior que uma jamanta), deixava os filhos com amigos, produzia e comercializava o queijo. Acordava antes do sol nascer e encostava a cabeça no travesseiro muito tarde da noite.Dorico da SilvaFazer queijo é como fazer poesia, define inspiradamente a agroindustrial Gianne Barbieri, enquanto faz análise do produtoFrancelino França





