As ações desenvolvidas em Londrina na coleta seletiva de lixo garantem inclusão social para cerca de 500 famílias que trabalham na reciclagem, e um aterro sanitário preparado para render recursos ao município.
  Reportagem recente veiculada no Jornal Nacional, da Rede Globo, mostrou que a cidade é referência no País em coleta seletiva de lixo, transformando a vida dos antigos garimpeiros e catadores, e atuando de forma decisiva no meio ambiente.
  Até o início de 2001, o antigo lixão era moradia de algumas famílias que garimpavam restos de lixo para sobreviver, em condições precaríssimas. O primeiro passo foi acabar com essa prática, com a organização de garimpeiros e catadores de lixo em ONGs de Reciclagem, que passaram a trabalhar no programa de coleta seletiva ‘‘Reciclando Vidas’’. Com isso,
o lixão foi fechado e, pouco a pouco, se transformou num aterro sanitário controlado.
  Organizados, os recicladores passaram a receber sacos verdes para distribuí-los de casa em casa, facilitando para as famílias a separação do recicláveis, recolhidos semanalmente de forma organizada pelos integrantes das ONGs. Com a coleta em domicílio, o programa já ultrapassou a marca diária de 100 toneladas de recicláveis, um dos maiores índices proporcionais da América Latina.
  Todo o material coletado segue para a Central de Pesagem e Vendas (Cepeve), administrada pelos próprios recicladores. Os produtos reciclados são acondicionados com a utilização de prensas fornecidas pela prefeitura, e a venda conjunta faz com que os compradores ofereçam melhores preços, pela qualidade do material e facilidade do transporte.
  O programa londrinense já foi premiado em 2004, num concurso promovido pela Fundação Getúlio Vargas, Fundação Ford e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), recebendo o certificado de ‘‘Gestão Pública e Cidadania’’. Recentemente, o programa foi novamente selecionado pela Fundação Getúlio Vargas para participar de um concurso internacional em Dubai, nos Emirados Árabes.

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