Cólera assusta;
PR acolhe crianças
de Chernobyl
A eclosão de um surto de cólera, em fins de março, representou um choque para um Estado que se considera em situação privilegiada. O alarme inicial veio do litoral, confirmando-se já em abril a ocorrência de 155 casos, com 3 mortes. O governo anunciava, logo em seguida, que havia controlado a doença, mas o registro de um novo caso em Castro ampliava as preocupações. E até em Curitiba havia um alerta para prevenir o mal.
Em 11 de abril o próprio ministro da Saúde, José Serra, esteve em Paranaguá a fim de observar a situação, anunciando em seguida o controle da epidemia. A informação foi contestada pelo prefeito de Paranaguá. Mas com a adoção de medidas profiláticas, em pouco cessou a ocorrência de casos.
Em junho, em Londrina, uma notícia lamentável: o aposentado Geraldo Salvador Moraes, de 72 anos, morreu por falta de atendimento em hospital da Zona Sul. E em agosto, os hospitais de Londrina registravam excesso de lotação e muitos problemas, até agora não adequadamente resolvidos.
Em meio a isto, uma notícia humanitária: cinco crianças, vítimas do acidente nuclear ocorrido em Chernobyl, vieram ao Paraná em fevereiro para tratamento, sendo recebidas com carinho pela comunidade ucraniana e pela coletividade em Curitiba.

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