Cohapar inicia projeto de preservação ambiental
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quarta-feira, 01 de agosto de 2001
Da Redação 
A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) está desenvolvendo uma nova estratégia de trabalho, que envolve parcerias com as prefeituras na preservação ambiental de vilas rurais, sob a coordenação da engenheira florestal Glaucia Cemim Diogenes. A implantação do projeto começou no Vale do Ivaí, em vilas rurais de Apucarana, Cambira, Nova Itacolomi, Ivaiporã, Lunardelli, Marumbi e São Pedro do Ivaí.
Participam das reuniões prefeitos, secretários de Agricultura, Meio Ambiente e Educação, mais técnicos da Emater e do programa Florestas Municipais. Nós apresentamos o mapa da vila, as condições gerais em que se encontra e o que seria recomendável em termos de recuperação e preservação ambiental, diz Glaucia.
O próximo passo da Cohapar é levantar o que pode ser conseguido nos municípios e o que envolve a necessidade de outras parcerias. Exemplo disso está nas mudas de árvores. Alguns municípios contam com viveiros, outros precisam recorrer ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para iniciar o processo de reflorestamento. Glaucia explica que o projeto vai além da reposição pura e simples de mudas. Ele busca a conscientização dos vileiros, através da educação ambiental.
Para facilitar o trabalho de educação ambiental, a Cohapar elaborou duas cartilhas destinadas aos vileiros. Uma para o público infantil, com ilustrações para colorir, e outra específica para os adultos. Elas tratam sobre as áreas de preservação permanente, a importância de se dar um destino adequado ao lixo, a proteção dos mananciais, os riscos do uso indiscriminado de agrotóxicos e outros temas ambientais que dizem respeito ao dia-a-dia dos vileiros.
A engenheira florestal lembra da preocupação cada vez maior com as questões ambientais, não só entre os vileiros, mas também entre a população urbana. Glaucia cita dois exemplos, um em Mauá da Serra, onde os vileiros denunciaram os estragos causados pela extração de pedra de uma área de preservação, outro em Marumbi, onde a população quis se certificar de que a construção de uma vila rural nas proximidades da reserva onde é feita a captação da água que abastece a cidade não traria riscos de contaminação.
São exemplos que nos animam a levar adiante a educação ambiental como instrumento que, acima de tudo, vai melhorar a qualidade de vida dos próprios vileiros, diz. Glaucia pretende, até setembro, passar por todas as vilas rurais, estabelecendo parcerias com prefeituras e demais órgãos ligados à educação e ao meio ambiente.


