Cohab diz que não pode intervir em área particular
O presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), Carlos Eduardo Afonseca, afirma que o órgão não pode intervir na invasão do Morro do Carrapato porque trata-se de área particular. De acordo com o órgão, o déficit habitacional afetaria por volta de cinco mil famílias em Londrina.
''Tivemos, em administrações anteriores, muitos problemas com relação a esse tipo de invasão. O poder público interferia e depois o dono da área conseguia vendê-la para o órgão público'', afirma, apontando que as invasões acabavam atendendo a interesses privados. Para ele, também não faz sentido levar infraestrutura para um lugar que não pode ser regularizado. ''Se a gente for até lá e colocar água e luz, já não é uma invasão pelo próprio poder público?'', questiona.
O correto, segundo Afonseca, seria as famílias se cadastrarem na Cohab para conseguir uma moradia. O valor das prestações das casas populares varia conforme a faixa de renda. O presidente afirma ainda que acha impossível alguém alegar que desconhece a existência da Cohab e seus serviços - como alguns moradores da invasão disseram à FOLHA. ''Essas pessoas sempre participa de alguma atividade da Assistência Social ou têm o seu cadastro requisitando uma bolsa. Aí, eles sempre ficam sabendo como funciona a questão da moradia.''(V.N. e L.A.)





