Cogitamos segundo turno com decisão do TSE, diz juiz
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de outubro de 2008
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Janaina Garcia
Reportagem Local
O coordenador das eleições municipais em Londrina, juiz Carlos Maurício Ferreira, avaliou que, para um pleito que envolvia mais de 340 mil eleitores, o processo transcorreu tranqüilamente. Tivemos alguns problemas pontuais pequenos o maior deles, talvez, a tentativa de se burlar a legislação eleitoral com a propaganda irregular, mas creio que, em relação ao pleito passado, agora as regras estão mais rígidas e minimizamos a questão da sujeira, explicou o juiz.
Fora dos aspectos logísticos, contudo, a análise do coordenador é outra. A FOLHA quis saber a opinião dele quanto à situação do primeiro colocado na disputa de ontem, Antonio Belinati (PP), que está na iminência de ver julgado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o recurso especial eleitoral que tenta derrubar a impugnação e conseqüente inelegibilidade imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no dia 5 de setembro, atendendo a recurso do Ministério Público elitotral (MPE).
Essa indefinição desestabiliza a tranqüilidade observada agora no processo, ou tumultua o segundo turno, de alguma forma? Isso sempre traz uma incerteza, e creio que para todos os envolvidos. Mas aqui estamos preparados para convocar segundo turno considerando essa hipótese, salientou o magistrado. Por outro lado, indagado sobre o que a falta de uma análise de mérito gera para o processo democrático em Londrina, frisou: Não vejo isso com bons olhos. Ao meu juízo, esse assunto deveria ter sido definido antes, infelizmente, lamentou.
Em posição oposta à do juiz, o autor do recurso que gerou a impugnação pelo TSE, o promotor eleitoral Miguel Sogaiar, avaliou: Essa falta de julgamento não desestabiliza; o direito ao recurso faz parte das regras do processo eleitoral no nosso País, afirmou. Mesmo assim, Sogaiar aposta: Não cogitamos que essa análise passe dos próximos dez dias; o eleito estará absolutamente tranqüilo em relação a isso.
Além do prazo citado pelo promotor, ontem à noite a FOLHA apurou que o ministro-relator do caso Belinati no TSE, Marcelo Ribeiro, já tem no gabinete, desde sexta, dois pedidos de preferência para emissão de um parecer.


