Cobrança pode chegar ao Centro Cívico e Juvevê
O EstaR foi implantado em Curitiba em 1980, como forma de garantir a rotatividade nas vagas de estacionamento nas ruas. A princípio, abrangia apenas uma pequena região central, mas com o tempo foi sendo ampliado. Hoje, além do Centro, atinge parte dos bairros do Bigorrilho, Batel e Portão. No total, são 7 mil vagas em 93 ruas, totalizando cerca de 60 quilômetros com estacionamento regulamentado.
A diretora do Departamento de Trânsito (Diretran), Rosângela Battistella, garante que mesmo tendo que pagar para estacionar, o sistema tem a aprovação da população. ''A aceitação é muito boa, tanto que sempre temos pedidos de ampliação em bairros onde a demanda por estacionamento é muito grande''. Ela conta que os pedidos normalmente partem de comerciantes da região, que vêm a dificuldade de sua fregesia para estacionar o carro. Segundo ela, os únicos que reclamam são moradores sem garagem e que não têm onde parar seus carros.
A extensão do sistema aos bairros Bigorrilho, Batel e Portão, conta, foi uma solicitação dos comerciantes dessas áreas, que reclamavam que muitas pessoas, ligadas a estabelecimentos de prestação de serviços deixavam seus carros estacionados o dia inteiro na rua, ocupondo as vagas existentes. Outros bairros que podem receber o EstaR no próximo ano são o Centro Cívico e Juvevê, também com estacionamento na rua saturado atualmente.
''Eu estou satisfeita. Se não cobrar, muitas pessoas ficariam o dia todo estacionadas. A gente não acharia lugar e teria que partir para um estacionamento pago, o que ficaria ainda mais caro'', diz a administradora de empresas Maria de Lourdes Socreppa Monteiro, que usa o EstaR diariamente, enquanto almoça no centro da cidade.
Mesma opinião tem o autônomo Nelson Alves. ''Não tenho nenhuma queixa, não acho ruim ter que pagar, desde que ache vaga'', diz ele que usa o EstaR sempre que tem que ficar por no máximo duas horas no centro. O decorador Edilson Borkowski, por sua vez, usa pouco o cartão, mas mesmo assim ele defende mudanças. ''Tinha que ter mais opções de cobrança. Hoje se você quer parar só 15 minutos tem que pagar no mínimo uma hora'', opina.
Sobre a venda de cartões, cada um tem um costume diferente. Precavida, Maria de Lourdes costuma comprar o bloco com dez cartões antecipadamente com as agentes e sempre ter cartões no carro. ''Na hora que a gente precisa, não acha as mocinhas, e daí é só sair para procurá-las que, pronto, uma aparece e tem uma multa''. Alves e Borkowski, por sua vez, preferem comprar os cartões só no momento em que precisam.''Compro na hora de preferência das meninas, porque quem cuida de carro vende mais caro'', conta Borkowski.
Adriano Marco Chereine Nascimento, que cuida de carros há sete anos na praça Osório, diz que também está satisfeito com o sistema. Ele compra o cartão a R$ 0,75 e vende pelo dobro (R$ 1,50). Com vendas e gorjetas, ele consegue no final do dia entre R$ 50 a R$ 80. ''As pessoas não reclamam do preço, e em geral gostam que a gente venda os cartões também'', diz. (M.G.)





