Sid Sauer
A Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo) trabalha a todo vapor visando a instalação de uma indústria de margarina em Campo Mourão. Os equipamentos já estão sendo comprados - alguns deles vêm da Dinamarca e outros da Alemanha - e as obras das instalações começam em junho. A previsão é que a indústria entre em operação até fevereiro do ano que vem, com uma produção inicial de 60 toneladas diárias e capacidade para chegar às 300 toneladas/dia.
‘‘Vamos começar produzindo diariamente o equivalente a 120 mil potes de 500 gramas’’, explica o superintendente industrial da Coamo, Germano José Frentzel Ottmann. A indústria está orçada em R$ 6 milhões e deverá gerar 40 empregos diretos. ‘‘Hoje as indústrias têm que racionalizar para serem competitivas e muita coisa é automatizada’’, explica Ottmann. Mesmo assim, ele acredita que serão criados outros empregos indiretos no transporte e na distribuição da margarina.
A primeira etapa da fábrica de margarina, no entanto, deve começar a produzir já no mês de julho. Trata-se da indústria de gordura vegetal, que já está em fase de montagem. Ela vai produzir 100 toneladas por dia de gordura hidrogenada de soja. Parte dessa produção será usada para a fabricação da margarina e o excedente - cerca de 40 toneladas diárias - será vendida no mercado. A gordura vegetal interessa, por exemplo, a indústrias de biscoito, chocolates e sorvetes.
Com a implantação da fábrica de margarina, a Coamo espera um faturamento anual em torno de R$ 100 milhões.

mockup