Coamo implanta novas unidades
Coamo implanta novas unidades
Sid Sauer
Arquivo FolhaIndústrias da Coamo: base da economia de Campo MourãoA Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo) é a principal esperança de Campo Mourão (Norte) na atração de novas indústrias. No ano passado, por exemplo, a direção da cooperativa anunciou investimentos de R$ 14 milhões na construção de três novas unidades industriais no município. A primeira - indústria de álcool anidro - já entrou em operação, num investimento de cerca de R$ 1 milhão.
As outras duas estão em fase de conclusão de projetos. Uma delas é uma fábrica de margarina, que vai custar R$ 4,3 milhões e terá capacidade para produzir 60 toneladas/dia. Outros R$ 5 milhões serão investidos na ampliação da indústria de farinha de trigo. Das atuais 30 toneladas/dia, a ampliação vai permitir que a capacidade salte para 200 toneladas diárias de farinha. Juntas, as novas indústrias deverão gerar 100 empregos.
A Coamo também mantém em estudos a implantação de uma refinaria de açúcar e de uma indústria de milho. O parque industrial da cooperativa fica às margens da BR 487, na saída para Guarapuava. Em Campo Mourão, segundo a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, existem 278 empresas do ramo industrial. Juntas, elas geram 2.669 empregos. Apenas uma parte delas fica no Parque Industrial, na saída para Goioerê.
Estamos trabalhando para atração de novas indústrias, diz o secretário Joaquim Quirino Mendes. Ele admite que a atração de empresas de grande porte é difícil, mas comemora bons resultados com pequenas indústrias. Além disso, o município cobra do Estado a regulamentação da lei que transformou Campo Mourão em pólo da indústria de alimentos, na esperança de receber investimentos no setor.
Enquanto isso não acontece, os segmentos químico e têxtil são os mais significativos. O setor de alimentos aparece apenas em terceiro lugar. No total, as 278 indústrias locais são responsáveis por 22,63% da arrecadação de ICMS do município. Mendes também destaca o saldo positivo na geração de empregos. No ano passado, foram 1.799 contratações e 1.337 demissões, o que deixa um saldo de 462 novas admissões.





