Clube é revitalizado
O bisavô de Wilson José Andersen Ballão faleceu em 1935. No Salão da Primavera de 1947, no Clube Concórdia, o pintor Alfredo Andersen seria homenageado. O evento reunia figuras importantes, e trouxe a Curitiba Pietro Maria Bardi, parceiro de Assis Chateaubriand, para comprar obras de arte. Ballão guarda 40 quadros de seu bisavô Alfredo Andersen e dirige a fundação que administra o museu com seu nome. Ballão também é o vice-presidente do Clube Concórdia e foi um dos responsáveis pela parceria com a Casa Cor.
''O clube faz parte da história de Curitiba, mas ninguém mais conhecia ele, apenas o seu salão, palco de tantos eventos.'' Em troca do empréstimo da sede entre os meses de fevereiro a agosto, a Casa Cor ofereceu o conserto da rede elétrica e hidráulica, assim como a pintura das partes interna e externa. Como o clube estava em débito, não tinha condições de arcar com a reforma, evidentemente necessária. ''A escada para o terceiro andar foi apelidada de 'suflair', pois estava toda furada pelos cupins.'' O andar, fechado por 30 anos, recebe até o dia 20 de julho alguns dos espaços em exposição.
O clube, que no passado já teve mais de mil sócios, possui 536, 320 dos quais são remidos. ''Tínhamos R$ 12 mil entrando todos os meses e uma despesa fixa de R$ 18 mil. Agora, vamos transformá-lo em um centro pungente.''
Ballão está cheio de planos. Entre outras novidades, promete para breve a abertura de quatro restaurantes no Concórdia. ''Uma parceria com os quatro melhores da cidade'', diz orgulhoso. (R.U.)





