Para muitos sócios, normalmente os mais antigos, os clubes acabam sendo uma extensão da própria casa e um lugar para reencontrar amigos e fazer novas amizades. Por isso, se depender deste pessoal, estes pontos de encontro e lazer ainda terão vida longa. Já os jovens procuram os clubes porque encontram tudo em um mesmo espaço e economizam tempo e dinheiro.
Sócio há quase 20 anos do Country Clube de Londrina, o engenheiro Civil Bachir Nassar, 58 anos, confessa que é um apaixonado pelo lugar. '' Uso isso aqui como se fosse minha casa'', diz. Quando não está viajando, é fácil vê-lo em disputadas partidas de tênis com amigos que também são associados. Nassar percebeu que o número de frequentadores caiu nos últimos anos mas não vê isso como uma sentença de morte para as agremiações. ''Aqui se vem pela amizade e pelo charme que o clube tem'', completa.
Rodas de amigos existem em abundância também no Clube Alemão (Arel). Sócio de longa data, o procurador de justiça aposentado Paulo César Milani de Moura aponta que onde mora tem tudo, mas ele gosta mesmo é de colocar a conversa em dia no clube, onde o bom humor é a única regra. ''Venho todo dia tomar minha sauna, uma cervejinha e dar risada'', diverte-se. Integrante do mesmo círculo, o gerente de compras Cláudio Lora, 50, reforça que nos condomínios não há a mesma intimidade.
O ''clima de amizade'' é também o que atrai o sócio Marcelo Risso, 40. Gerente comercial, toda noite de quarta ele calça as chuteiras e completa o time de futebol da Arel com mais 25 amigos. ''Jogamos toda semana, religiosamente. Faça chuva ou faça sol'', garante.
Mas afora as ''figurinhas carimbadas'', há aquelas pessoas que encontram nos clubes qualidades não disponíveis em outros locais. A dona-de-casa Mônica Lisboa Fernandes, 38, ficou sócia da Arel há dois anos porque a filha Bianca, 12, estudava em um colégio próximo e poderia frequenta-la para praticar esportes.
''Aqui é um lugar protegido, pequeno e tem sempre um funcionário olhando as crianças. Além disso, minha filha pode conhecer novas pessoas e fazer amigos'', enumera. A caçula da família, Vitória, 5, também já usa o espaço: aprendeu a nadar após poucas aulas de natação.
Mais crescidinhas, as irmãs Maísa Fernanda, 22, e Marcela Daiana, 20, tornaram-se sócias do Country há cinco meses e também não se arrependem. ''Quem gosta nunca vai parar de vir'', destaca Maísa. ''Você pode fazer tudo em um único lugar'', reforça a irmã. As duas ressaltam que a relação custo/benefício também compensa.
''Aqui, a gente une o útil ao agradável. Faço academia, a sauna, tomo um banho e já saio pronto e arrumado'', finaliza Henrique Ramondini Neto, 28, sócio do clube desde a infância.

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